Esta posição foi transmitida aos jornalistas por Carlos César no final da reunião semanal da bancada socialista, depois de questionado sobre a perspetiva de um início do ano marcado pela conflitualidade social em Portugal, com protestos de setores profissionais como os estivadores, os enfermeiros ou os professores.

Na perspetiva do líder parlamentar do PS, tendo em conta "os progressos que têm sido alcançados" nos últimos três anos, há atualmente "uma expectativa geral de melhoria" das condições de vida.

"Percebe-se a aspiração de vários setores em progredirem mais rapidamente nas suas remunerações ou estatuto profissional. Percebemos essas aspirações. Só que somos inflexíveis em outro plano: Queremos que todos os avanços que vamos conseguindo sejam sustentáveis e estejam consolidados", advertiu o presidente da bancada socialista.

Nesse sentido, segundo Carlos César, o PS recusa que "se vá depressa demais, ou ir para além das possibilidades que o Estado hoje tem".

"Portanto, a todos o que pedimos é paciência, porque o caminho que temos feito é de melhoria geral. A seu tempo, certamente, cada setor verá satisfeito o essencial daquilo que hoje pede", acrescentou.

Carlos César foi ainda confrontado com posições assumidas pelo bispo auxiliar de Braga, D. Nuno Almeida, segundo as quais o ano eleitoral de 2019, em Portugal, é uma oportunidade para exercer uma "cidadania atenta, ativa e criativa", criticando depois o "lixo da corrupção".

O presidente da bancada socialista, no entanto, disse desconhecer essas afirmações proferidas pelo bispo auxiliar de Braga, fazendo apenas um breve comentário: "Não direi a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".

"Mas, desconhecendo as afirmações que estão em causa, não farei também mais nenhum comentário", respondeu Carlos César.

Já no que respeita aos avisos deixados pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, durante a sua mensagem de Ano Novo, em relação à necessidade de credibilizar as instituições democráticas, havendo um maior cuidado na escolha dos candidatos de cada partido em atos eleitorais, o líder da bancada socialista defendeu que "o PS tem sempre todo o cuidado" nesse aspeto.

"Sendo certo que devemos escolher os melhores, a escolha é sempre em última instância dos portugueses. Essa escolha deve ser consciente, e os portugueses no seu voto definirão quem desejam que os represente e atribuirão a legitimidade que entendem adequada a cada força política e a cada candidato", advogou o líder parlamentar do PS.

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