Os resultados da eleição foram anunciados no recomeço dos trabalhos do 22.º Congresso do PS, pelas 10:35, e que decorre até domingo na Batalha (Leiria).

Não foram anunciados os números absolutos das várias eleições, mas apenas percentagens, tendo Carlos César sido eleito com 96,3% dos votos a favor e 3,7% dos votos em branco.

A Mesa do Congresso foi eleita com 96,29% dos votos, a Comissão de Honra com 96,9% e a Comissão de Verificação de Poderes foi eleita com 96,55% dos votos.

Carlos César recebeu um forte aplauso da sala, ainda não completamente cheia, quando foi lido o seu nome.

O presidente do PS definiu então como missão central o reforço da transparência da atividade política, em particular dos atos e decisões das entidades públicas, alegando que esta é a única via eficaz para travar os populismos.

"Temos, simultaneamente, a responsabilidade cívica de liderar a recuperação da confiança dos portugueses na nossa democracia e nos seus partidos e, para isso, a responsabilidade antecedente de reformar e socializar o partido, de reformar e melhorar os sistemas de participação e representação eleitorais, de reformar e descentralizar o Estado, de reformar e vitalizar os mecanismos de escrutínio da atividade política, dos seus resultados e da transparência dos atos e decisões das entidades públicas", acentuou Carlos César.

Por isso, para o presidente do PS, impõe-se ao seu partido combater os fenómenos que têm contribuído para "o descrédito da política e para o afastamento dos cidadãos".

"E, entre eles, estão, seguramente, as dimensões de transparência do exercício de cargos públicos e da natureza, origem e razões das suas decisões. Para partidos como o nosso, que defendem um Estado útil, providente no que é necessário, eficiente e moderno, importa conseguir, em simultâneo, um Estado melhorado na qualidade da sua democracia, renovado na defesa do interesse público, dos valores republicanos e da transparência da atividade governativa", disse.

Neste ponto, deixou um aviso a todos os que contestam parte do 'pacote' da transparência em fase de debate final na Assembleia da República, entre os quais alguns deputados do seu próprio partido.

"Não hesitaremos, no plano parlamentar, em avançar na missão de reformar a legislação aplicável aos titulares de cargos políticos e de introduzir na ordem jurídica nacional soluções, com sucesso noutros sistemas democráticos e nas instituições europeias. Os tempos que correm nas democracias bem justificam estes esforços. Não tenhamos dúvidas: Quando a nossa democracia fraqueja é a vida dos portugueses que se desguarnece", advertiu.

Mas o presidente do PS foi ainda mais longe nos seus avisos.

"Não tenhamos dúvidas: O combate pela transparência é um travão ao populismo; o combate pela transparência deve coincidir com a valorização da política e dos políticos; o combate pela transparência é um dos mais valiosos contributos para a democracia. E o combate pela democracia é, sempre foi e sempre será, o combate maior do PS", acrescentou.


Última atualização às 11:34