"Hoje não temos um PS em que possamos confiar, porque o PS prefere associar-se à esquerda. O PS é um partido muito conservador e está cristalizado nesta cultura estatizante", disse Miguel Pinto Luz num encontro com cerca de uma centena de militantes social-democratas, na sede da concelhia do PSD de Setúbal.

Além do "impasse político", Miguel Pinto Luz considera que o país também vive num impasse económico, porque "cresce 2%, acima da média europeia, mas está na cauda do grupo de países com os quais se devia comparar", designadamente os países de leste que aderiram à União Europeia, e a Irlanda, que, tal como Portugal, também passou por uma crise económica".

O candidato às eleições de 11 de janeiro para a liderança do PSD, em que terá como adversários Rui Rio e Luís Montenegro, acrescentou haver um terceiro impasse, no plano social.

"Deixou de haver mobilidade social. Estamos a construir um país só para ricos", realçou Miguel Pinto Luz, lembrando que as famílias com capacidade económica que antes tinham os filhos a estudar na escola pública, agora preferem o ensino privado.

"[Na área da saúde], há cada vez mais hospitais privados, porque os investidores antecipam o fim do Serviço Nacional de Saúde", acrescentou Miguel Pinto Luz, lembrando ainda que há cada vez mais portugueses com seguros de saúde.

Para o candidato social-democrata, os portugueses querem ter acesso a serviços de qualidade, mas são confrontados com "uma carga de impostos asfixiante e serviços decrépitos".

"O PSD tem obrigação de perceber que o país está diferente e de mostrar aos portugueses que tem as melhores soluções para resolver os problemas do país", disse Miguel Pinto Luz, que considera fundamental para o futuro do partido recuperar a influência que o PSD já teve na sociedade portuguesa, invertendo a tendência dos últimos anos.

A exemplo do que fez em anteriores intervenções públicas, Miguel Pinto Luz reafirmou a necessidade de se voltar a discutir a regionalização e avaliar qual deve ser o papel de algumas estruturas nesse processo, designadamente das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e das Comunidades Intermunicipais (CIM).

Questionado pela agência Lusa, Miguel Pinto Luz remeteu para mais tarde qualquer comentário sobre a proposta de Orçamento de Estado para 2020.

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