Em requerimento dirigido à presidente da Comissão parlamentar de Cultura, a socialista Edite Estrela, o PSD considera que a decisão hoje anunciada “assume particular gravidade” por acontecer no momento “em que estão a ser noticiados os resultados finais do processo de candidaturas ao programa de Apoio Sustentado para o novo ciclo de dois e quatro anos”.

“Sem dúvida mais um episódio que, de forma inequívoca, torna clara a incapacidade e o fracasso da política cultural deste Governo”, refere o requerimento dos sociais-democratas.

Por considerarem que “importa clarificar as razões que levaram a esta demissão”, o grupo parlamentar do PSD “requer, com a maior brevidade possível” a audição da Diretora-Geral das Artes, Paula Varanda.

“O Ministério da Cultura tomou a decisão de determinar a cessação de funções da Diretora da Direção-Geral das Artes, Paula Varanda, por perda de confiança política. O Ministério da Cultura tomou conhecimento de factos que tornam incompatível a manutenção de Paula Varanda no cargo [de] Diretora-Geral das Artes”, pode ler-se no comunicado do ministério de Luís Filipe Castro Mendes, sem acrescentar mais detalhes.

O Governo realça que “todos os trabalhos em curso sob responsabilidade da Direção-Geral das Artes deverão decorrer dentro da normalidade e dos prazos previstos”.

No mesmo comunicado, o Ministério da Cultura anunciou ainda que vai pedir à Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP) para que seja aberto concurso para o cargo.

Paula Varanda era diretora-geral das Artes desde 01 de junho de 2016, sucedendo a Carlos Moura Carvalho, tendo sido nomeada já pela atual equipa governativa da Cultura.

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