No requerimento a que agência Lusa teve acesso, assinado pelos deputados Maurício Marques, Emília Cerqueira e Luís Pedro Pimentel, e endereçado ao coordenador do grupo de trabalho de acompanhamento da temática dos incêndios florestais, lê-se que, “segundo a informação tornada pública, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) nunca teve acesso à utilização do referido sistema Traces, nem mesmo após a solicitação da licença por parte desta à tutela, em agosto do presente ano”.

O grupo parlamentar do PSD considera “grave” o sucedido e vem assim requerer “uma audição do ex-presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil, Dr. Joaquim Leitão, para esclarecimentos cabais sobre a falta de utilização do software Traces por parte da ANPC, durante o combate aos incêndios florestais e rurais de 2017″.

“De acordo com a imprensa nacional de 07 de novembro de 2017, o software Traces — utilizado para a monitorização em tempo real da cobertura da rede SIRESP – foi adquirido em 2015 por 200 mil euros à Motorola”, diz o PSD.

Os sociais-democratas dizem também que, “após sete meses desta aquisição, é assumido com o Estado português o compromisso de entrega do produto com duas licenças de utilização, uma para a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) e outra para a Secretária-geral da Administração Interna (SGMAI)”.

“A utilização do Traces ‘habilitaria o comandante das operações de socorro de qualquer teatro de operações a ter informação fidedigna acerca da cobertura da rede SIRESP e de outras redes convencionais na zona’, conforme refere o ex-presidente da ANPC, recorda também o PSD.

Contudo, dizem os sociais-democratas, “a ANPC nunca obteve resposta por parte da tutela, secretaria de Estado da Administração Interna, ao seu pedido de utilização do sistema”.

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