O ministro Tiago Brandão Rodrigues esteve hoje a ser ouvido na comissão de educação sobre o início do ano letivo, na sequência de um requerimento apresentado pelo PSD, e cingido às intervenções a este tema.

Tanto o PSD como o CDS-PP aproveitaram a ocasião para pressionar o ministro a falar do caso das falsas licenciaturas de Nuno Felix, chefe de gabinete de João Menezes, que acabou por também abandonar o ministério.

Os partidos da oposição insistiram em saber se Tiago Brandão Rodrigues tinha conhecimento do caso, se tentou evitar a exoneração de Nuno Felix e se interferiu na sua nomeação.

"O senhor tem hoje uma oportunidade de ouro para esclarecer toda esta situação", defendeu o deputado social-democrata Amadeu Albergaria, acrescentando: "Caso não o faça, está condenado a sair do ministério pela porta pequena".

O CDS-PP, através da deputada Ana Rita Bessa, desafiou o ministro a "não se transformar na Hillary Clinton portuguesa" e a divulgar os e-mail que trocou a este respeito no Ministério da Educação.

Os partidos da maioria parlamentar centraram as intervenções no início do ano escolar, com a falta de funcionários nas escolas a dominar a sessão.

Confrontado pela oposição sobre a suspensão de aulas ou encerramento de escolas por este motivo, nomeadamente o Liceu Pedro Nunes, em Lisboa, o governante respondeu que a situação está resolvida e que estão a ser colocados assistentes em vários outros estabelecimentos.

"Não há escolas fechadas. O Liceu Pedro Nunes esteve fechado um dia porque os trabalhadores exerceram o direito de greve, algo que acontece num sistema democrático", declarou.

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