Numa nota enviada à agência Lusa, o líder da bancada do grupo municipal do PSD, Luís Newton, apontou que "depois de já terem passado 24 horas sobre a comunicação do IPMA [Instituto Português do Mar e da Atmosfera] não foi anunciado qualquer dispositivo municipal para fazer face a esta situação".

Newton referia-se ao facto de o IPMA prever uma diminuição da temperatura mínima a partir da madrugada de sábado nas regiões do interior do norte e centro, voltando a descer no domingo, e podendo chegar aos menos quatro graus.

O deputado advogou que "em situações análogas e até com temperaturas mínimas mais elevadas, como foi o caso 17 de janeiro de 2017", a Câmara "emitiu comunicados e ativou um Plano de Contingência para a População Sem Abrigo, disponibilizando várias soluções de apoio e centrando as operações no Pavilhão do Casal Vistoso".

Na opinião do social-democrata, "nessa altura os vereadores do Desenvolvimento Social e da Proteção Civil envidaram esforços para assegurar uma resposta adequada".

Em janeiro, a Câmara Municipal de Lisboa ativou o Plano de Contingência para a Vaga de Frio, devido a um alerta laranja, que compreende a ativação de um centro de acolhimento no pavilhão desportivo do Casal Vistoso, onde são fornecidas refeições quentes e agasalhos.

Neste seguimento, os sociais-democratas afirmam que questionaram os responsáveis pelas pastas da Proteção Civil (que está sob a alçada do presidente, Fernando Medina) e dos Direitos Sociais (o bloquista Ricardo Robles) sobre "quais os planos de contingência para estes dias, que medidas de alerta, sensibilização e divulgação têm sido desenvolvidas e porque é que, até à data, nada foi transmitido à população da cidade".

"Vimos também exigir medidas de implementação imediata, como a abertura do Pavilhão Vistoso e o diálogo com o Metropolitano para permitir que algumas estações de metro possam acolher os sem-abrigo", acrescenta Newton na nota enviada.

O PSD mostrou-se também "à disposição para colaborar no que for entendido por útil para minimizar o sofrimento de quem está nessa situação tão vulnerável".

Questionado pela Lusa, o vereador dos Direitos Sociais apontou que "o que está previsto pela Proteção Civil da Câmara de Lisboa é que o plano de contingência seja ativado quando estiverem previstos três dias com temperaturas iguais ou inferiores a três graus".

Ainda assim, Ricardo Robles salientou que "o plano de contingência está preparado e será acionado quando estiverem previstas estas condições meteorológicas".

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