A reunião magna dos sociais-democratas arranca hoje, no Porto, com a primeira intervenção de Luís Montenegro e a última de Rui Rio, e ainda com ecos da primeira grande polémica do atual Governo, centrada no futuro aeroporto.

“O presidente da câmara do Porto aceitou o convite para ir ao encerramento do congresso do PSD que decorre este fim de semana no Super Bock Arena - Pavilhão Rosa Mota”, adiantou a referida fonte.

O congresso tem arranque marcado para as 21:00 e o primeiro momento forte será o discurso de despedida do ainda presidente Rui Rio, que deverá fazer um balanço dos quatro anos e meio de liderança do partido.

Logo em seguida, o Congresso ouvirá a primeira intervenção de fundo do presidente eleito, Luís Montenegro, que, tradicionalmente, é focada na apresentação da proposta de estratégia global, intitulada “Acreditar”.

A moção contém compromissos como o lançamento do Movimento Acreditar, uma espécie de estados gerais para elaborar o programa eleitoral até 2024, e define o posicionamento do PSD como partido líder de todo o espaço não-socialista, sem afastar em absoluto a possibilidade de entendimentos futuros com o Chega.

Desde 28 de maio, o 19.º presidente eleito do PSD tem estado praticamente em silêncio e guarda, por enquanto, recato sobre quem vai levar para os órgãos dirigentes que serão eleitos no domingo.

Até agora, nenhum nome está confirmado e apenas Hugo Soares é apontado como provável secretário-geral, uma vez que tem sido ele a fazer a transição com o ainda detentor do cargo, José Silvano.

Internamente, a dúvida entre várias fontes do PSD contactadas pela Lusa é se Montenegro fará uma direção com o núcleo duro dos seus principais apoiantes - entre os quais se contam além de Hugo Soares, Pedro Duarte, Pedro Alves, Paulo Cunha, Margarida Balseiro Lopes, Carlos Coelho, António Leitão Amaro ou Pedro Reis - ou se irá 'abrir' a outras correntes do partido.

O primeiro dia de trabalhos terminará com a apresentação de parte das 19 propostas temáticas, ficando os discursos das restantes figuras do partido reservados para sábado.

Nesse dia, é aguardada a intervenção do candidato derrotado nas últimas diretas, Jorge Moreira da Silva, que não irá integrar qualquer lista ao Conselho Nacional, tal como o seu diretor de campanha, Carlos Eduardo Reis

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, que fez dos discursos mais ovacionados do último Congresso, em dezembro, já confirmou em entrevista ao Expresso que irá à reunião do Porto, e que falará aos delegados, dizendo-se também indisponível para funções executivas.

Miguel Pinto Luz, que na última reunião magna fez um discurso contracorrente alertando para o risco do PSD se tornar “assustadoramente pequeno” em números e mentalidade, irá ao Porto, mas não apresentará desta vez lista ao Conselho Nacional (a que encabeçou foi a segunda mais votada nessa reunião).

O 40.º Congresso do PSD vai decorrer até domingo no Pavilhão Rosa da Mota, no Porto.

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