Em comunicado, o PS salienta que o líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal, Luís Newton, fez “o habitual número político”, colocando “os seus interesses pessoais e políticos acima dos da cidade.

“Talvez por estar mais empenhado na campanha interna do PSD do que na sua tarefa autárquica, Luís Newton confunde o papel da autarquia com o das autoridades de saúde e ignora o trabalho desenvolvido pelo município - no combate à pandemia e aos seus efeitos sociais e económicos, com a colaboração e empenho de todas as forças políticas representadas na cidade”, lê-se na nota.

Newton considerou hoje, num comunicado enviado às redações, que o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina (PS), deve ser consequente com a sua afirmação de que o aumento de casos de covid-19 na região se deve a “más chefias” e demitir-se.

O chefe do executivo municipal disse na segunda-feira, no espaço de comentário da TVI24, que o aumento do número de infetados por covid-19 na região se deve a “más chefias” e à falta de profissionais no terreno, exigindo respostas rápidas.

“É uma nota direta a todos os responsáveis relativamente a esta matéria, que é preciso agir rápido. Ou há capacidade de conter isto rápido ou então têm de ser colocadas as pessoas certas nos sítios certos”, sublinhou Fernando Medina (PS).

No comunicado entretanto emitido pelo PS/Lisboa, os socialistas criticam os motivos de demissão apresentados pelo líder da bancada do PSD na assembleia municipal e candidato à concelhia social-democrata.

“Só para dar um exemplo, as críticas à Carris revelam bem a ignorância e a má fé do presidente da Junta de Freguesia da Estrela. A Carris, mesmo durante o estado de emergência, manteve níveis de serviço acima de 78% e há mais de um mês circula com mais autocarros do que tinha em junho do ano passado”, argumenta o PS.

“O circo político inventado por Luís Newton só pode ser encarado como uma manobra de diversão, vindo do único presidente de junta de freguesia de toda a cidade que autorizou e licenciou arraiais durante as festas de Lisboa”, acrescenta o partido.

Os socialistas realçam que “esses arraiais só não se realizaram por proibição direta da câmara municipal e que, mais de três semanas depois da proibição da CML [Câmara Municipal de Lisboa], as roulottes de cerveja ainda se encontram montadas no Largo de Santos”.

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