“O lado israelita foi informado dos principais pontos dos contactos telefónicos que tiveram lugar hoje com os líderes da Palestina, do Egito, do Irão e da Síria”, adiantou o Kremlin em comunicado.

Putin transmitiu as “mais profundas condolências” às famílias dos israelitas mortos e sublinhou “a sua firme rejeição e condenação de qualquer ação cujas vítimas sejam a população civil, incluindo mulheres e crianças”, referiu a mesma fonte.

No diálogo com Benjamin Netanyahu, o chefe de Estado russo informou sobre as medidas tomadas pela Rússia para contribuir “para a normalização da situação e para prevenir uma nova escalada de violência e prevenir uma catástrofe humanitária na Faixa de Gaza”.

Além disso, confirmou a vontade de Moscovo de continuar a trabalhar “no interesse de pôr fim ao confronto israelo-palestiniano e de alcançar uma solução pacífica através de meios políticos e diplomáticos”.

O governante russo colocou ainda Netanyahu a par sobre as conversas telefónicas mantidas hoje com o presidente da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), Mahmoud Abbas, e com os líderes do Egito, Irão e Síria.

“Foi expressada uma opinião unânime sobre a necessidade de um cessar-fogo imediato e do estabelecimento de uma trégua humanitária, a fim de fornecer assistência urgente a todos os necessitados”, destacou também o Kremlin na nota de imprensa.

Os interlocutores de Putin, entre os quais estão o egípcio Abdel Fattah al-Sisi, o iraniano Ebrahim Raisi e o sírio Bashar al Assad, defenderam “o levantamento do bloqueio a Gaza para o fornecimento urgente de medicamentos, alimentos e outros artigos essenciais”.

“Também foi manifestada grande preocupação sobre a possibilidade do conflito se transformar numa guerra regional”, acrescentou.

Na sexta-feira passada, o chefe do Kremlin alertou que as baixas civis que uma operação terrestre israelita em Gaza causaria são inaceitáveis.

Segundo o líder do Kremlin, o surto de violência no Médio Oriente é uma “grande tragédia”, que é resultado do fracasso da política dos EUA naquela região.

A Rússia mantém tradicionalmente boas relações com as autoridades israelitas e palestinianas, bem como com vários intervenientes regionais, como a Síria, o Egito e o Irão.

O grupo islamita Hamas lançou em 07 de outubro um ataque surpresa contra Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.

Em resposta, Israel tem vindo a bombardear várias infraestruturas do Hamas na Faixa de Gaza e impôs um cerco ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.

Os ataques já provocaram milhares de mortos e feridos nos dois territórios. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel está “em guerra” com o Hamas. Telavive tem vindo a reunir tropas junto ao território da Faixa de Gaza, enclave controlado pelo grupo islamita desde 2007, em preparação para uma provável ofensiva contra o Hamas.

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