A agência espanhola Efe cita “fontes próximas do caso” para revelar que um departamento que luta contra a criminalidade económica e fiscal (UDEF) prendeu Alejo Morojo, filho do ex-embaixador, e três outras pessoas.

A investigação foi iniciada por um juiz da Audiência Nacional, tribunal especial que trata, entre outros, dos delitos mais graves do crime organizado, na sequência de uma denúncia do gabinete do procurador-geral contra a corrupção que quantificou em 4,5 milhões de euros o dinheiro cobrado de forma irregular da petrolífera venezuelana por Raul Morodo.

O diplomata, que é o principal suspeito no caso, não foi preso devido à sua idade avançada, mas vai ser convocado para depor diretamente na Audiência Nacional, segundo a Efe.

Na operação também foram feitas oitos buscas, entre as quais uma nos escritórios, em Madrid, do que foi embaixador de Espanha na Venezuela entre 2004 e 2007.

Os investigados terão alegadamente cometido delitos de lavagem de capitais provenientes da corrupção em transações comerciais internacionais, assim como a falsificação de documentos e delitos fiscais, por feitos realizados entre 2012 e 2015.

O caso está relacionado com os bens da empresa pública Petróleos da Venezuela S.A. (PDVSA) que estão a ser investigados em vários tribunais espanhóis.

O principal acusado, Raúl Morodo, teria alegadamente branqueado capitais em Espanha que obteve de contratos falsos de assessoria profissional à PDVSA.

Os investigadores suspeitam que o dinheiro foi enviado para Espanha como sendo o pagamento desses contratos e através de esquema complexo de pagamentos que acabaram em investimentos imobiliários.

Segundo a Efe, o desvio de capitais da PDVSA está a ser investigado em Portugal, Andorra e Espanha, e também nos Estados Unidos da América, com várias dezenas de cidadãos venezuelanos a serem suspeitos de lavar centenas de milhões de euros obtidos através de subornos, quando tinham cargos em empresas públicas nos tempos da presidência do ex-presidente Hugo Chávez.

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