Paulo Fonseca, da associação de defesa de consumidores Deco, precisou à agência Lusa que a maioria das queixas se refere ao comércio de bens eletrónicos e eletrodomésticos, vestuário, calçado e brinquedos.

As denúncias mais frequentes estão relacionadas com dificuldades na contratação, na entrega dos bens e na segurança dos meios de pagamento, adiantou.

“A oferta de lojas digitais aumentou, mas também o número de burlas, nomeadamente em ‘sites’ de anúncios e redes sociais, que levaram a que muitos consumidores tivessem ficado sem o bem e o valor pago”, denuncia a Deco.

Problemas com a demora na entrega do bem são dos mais frequentes, assim como, segundo a associação, o desconhecimento das regras sobre o prazo de entrega e direitos do consumidor.

Cerca de 80% dos casos são resolvidos pela associação, diz a associação, salientando a importância da literacia dos consumidores, e apelando às empresas que reforcem os canais digitais, os serviços de entrega e o apoio ao cliente, e promovam informação sobre os direitos digitais dos consumidores.

A associação, no âmbito de um projeto financiado pelo Fundo dos Consumidores, acaba de lançar o ‘site’ e.comprascomdireitos.pt, com informação sobre quem, onde e como comprar, e onde os consumidores podem reclamar.

“A Deco acredita que, com informações sobre os seus direitos digitais, o consumidor teria evitado muitos dos atuais conflitos nas compras em linha”, disse Paulo Fonseca, jurista da associação, explicando que o objetivo do novo site é o de tornar os consumidores “os professores das empresas” de venda online.

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