Num concelho “com de mais 215.000 habitantes e uma população flutuante de cerca 180.000 pessoas por dia, que trabalham ou estudam na cidade”, a recolha de resíduos urbanos e limpeza do espaço público está a transitar para a EM Porto Ambiente e o presidente da câmara, o independente Rui Moreira, admitiu que "até outubro podem ocorrer alguns problemas" devido “aos naturais ajustes na adaptação ao novo sistema de recolha, que abandona o regime de concessões, agora no seu termo, e chama de novo ao município o serviço”, acrescenta o portal da autarquia.

A cidade tem 974 ecopontos e mais de 5.700 contentores “sempre a menos de 100 metros das habitações”, recolha seletiva “porta-a-porta residencial” e de resíduos orgânicos e multimaterial, revela a página da Internet da autarquia, que na passada semana foi questionada pela Lusa sobre a atualidade destas informações mas não respondeu em tempo útil.

Desde 09 de julho, o Porto passou “a ter recolha seletiva porta-a-porta residencial”, abrangendo, “cerca de 2.850 fogos” no “setor residencial de casas unifamiliares”, acrescenta o portal.

A nova recolha é “implementada pela câmara através da empresa municipal Porto Ambiente, em colaboração com a associação intermunicipal Lipor”, abrangendo, “por agora, zonas das Uniões de Freguesia de Lordelo do Ouro e Massarelos, Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde, e da freguesia de Ramalde”.

“Este porta-a-porta residencial insere-se na estratégia de aumento da separação seletiva de resíduos no Porto, sendo que é o primeiro projeto que inclui a separação e recolha da fração orgânica residencial, que se soma à já existente recolha de orgânicos não residenciais”, esclarece.

“Para este projeto, a câmara recebeu dois veículos movidos a gás natural, os primeiros numa frota que, no futuro, privilegiará este tipo de combustível, de modo a ter um menor impacto ambiental”, refere a câmara na internet.

Segundo a página do município, existe ainda um serviço gratuito de “recolha de objetos fora de uso”, como “colchões, eletrodomésticos, peças de mobiliário” ou computadores, bastando para tal solicitar a recolha através da Ecolinha (800 205 744).

A este, soma-se o serviço “Baixa Limpa”, também gratuito e disponível através da mesma linha telefónica, para a “recolha seletiva de resíduos recicláveis porta-a-porta”, com “especial incidência nos setores do comércio, serviços e restauração”.

Quanto à “recolha seletiva multimaterial porta-a-porta” na Ribeira, “teve início em 2015 com 95 aderentes, contando atualmente com cerca de 100”.

Já a “recolha seletiva de resíduos orgânicos porta-a-porta teve início em 2008, com 120 aderentes, contando atualmente com cerca de 625 aderentes” e, “em 2016, foram recolhidas e valorizadas aproximadamente 5.100 toneladas de resíduos orgânicos”, descreve a autarquia.

Na zona da movida, onde se concentram os bares da cidade, a recolha seletiva multimaterial porta-a-porta “teve início em 2016, com 50 aderentes, contando atualmente com cerca de 100 aderentes”.

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