O Tribunal de Santarém decidiu em 13 de março do ano passado absolver António José Ganhão do crime de corrupção, mas condenou-o a dois anos e seis meses de prisão, com pena suspensa, por um crime de prevaricação de titular de cargo político, decisão da qual o antigo autarca recorreu.

Segundo o acórdão do Tribunal da Relação de Évora, com data de 04 de fevereiro e a que a Lusa teve hoje acesso, foi ainda absolvido o ex-vereador Miguel Cardia das penas acessórias de proibição do exercício de funções determinadas anteriormente pelo Tribunal de Santarém, designadamente exercício de cargos públicos por um período de cinco anos, tanto no poder local como central, e ainda como comandante de qualquer corporação de bombeiros (atualmente comanda os bombeiros de Samora Correia).

A Relação de Évora decidiu também reenviar o processo para o Tribunal de Santarém, “para novo julgamento circunscrito à prática de um crime de prevaricação de titular de cargo político”, pelo qual Miguel Cardia tinha sido condenado a três anos e seis meses de prisão, com pena suspensa.

A decisão do Tribunal da Relação de Évora não é passível de recurso.

Neste processo, António José Ganhão e Miguel Cardia estavam acusados da prática de crimes de corrupção passiva e prevaricação de titular de cargo político por alegados favorecimentos a um empresário imobiliário.

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