Giorgia Meloni, a dirigente do partido Irmãos de Itália (FdI), de matriz neofascista, republicou no domingo à noite na rede social Twitter um vídeo de um ‘site’ de notícias italiano filmado por uma testemunha de uma janela com vista para a rua.

O vídeo de Seko Souware, de 27 anos, a violar sexualmente uma mulher, de 55 anos, foi filmado por um homem a partir de uma janela, que havia sido instruído pela polícia a não intervir, mas a continuar a filmar as provas do crime.

Meloni foi criticada pela oposição por usar o vídeo para fins eleitorais, com o líder do Partido Democrata (PD, de centro-esquerda), Enrico Letta, a intitular o episódio de “indecente” e a dizer que vítima havia sido transformada numa bola de futebol eleitoral.

A líder do FdI respondeu que a indecência estava na violação e não na partilha do vídeo.

Após remover o vídeo, o Twitter explicou que violou as suas regras.

Por seu lado, a dona do Facebook, Meta, disse que o conteúdo quebrou as normas relacionadas à exploração sexual de adultos.

O senador da FdI Ignazio la Russa indicou que políticos como Letta, que “ficaram indignados com Meloni e não com a violação, estão a olhar para o dedo e não para a lua”.

“Estão a fazer isso, talvez, para esconder a falta de intervenções da esquerda na imigração clandestina, muitas vezes (mas nem sempre) na origem dessa emergência total da qual as mulheres estão a sofrer”, salientou.

O principal aliado de Meloni, o líder do partido da extrema-direita italiana Liga, Matteo Salvini, divulgou muitas vezes casos de crimes de migrantes.

A vítima de violação de Piacenza terá dito às forças policiais que estava “desesperada”, porque foi reconhecida no vídeo.

Seko Souware, o alegado violador, vive em Itália desde janeiro de 2014 e viu um pedido de proteção internacional rejeitado por um comité de asilo em Trieste em junho, foi hoje conhecido.

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