Numa declaração no parlamento, o ministro do Interior, James Cleverly, anunciou o aumento do salário mínimo para a obtenção de um visto de trabalho de 26.200 libras (30.600 euros no câmbio atual) para 38.700 libras (45.200 euros) a partir do próximo ano.

Os trabalhadores do setor da saúde e da prestação de cuidados vão ser isentos deste valor, mas vão ser impedidos de levarem familiares dependentes para o país.

Segundo o ministro, no ano passado cerca de 120.000 pessoas estabeleceram-se no Reino Unido graças ao estado de reunião familiar.

Cleverly também determinou a eliminação da atual lista de profissões deficitárias, que será substituída por uma lista mais reduzida.

O rendimento mínimo para a emissão de vistos familiares também vai mais do que duplicar, 18.600 libras (21.700 euros) para 38.700 (45.200 euros).

O Governo já tinha interdito anteriormente estudantes em pós-graduação de poder mudar-se com familiares, a não ser em casos especiais.

“Já chega. A política de imigração deve ser justa, lícita e sustentável”, afirmou Cleverly.

O plano é uma resposta às estatísticas divulgadas na semana passada que mostraram que o saldo migratório atingiu um recorde de 745.000 em 2022, e 672.000 pessoas imigraram para o Reino Unido nos 12 meses até junho de 2023.

O valor é duas vezes superior à média de 300 mil por ano da década anterior e do período antes do ‘Brexit’, o qual tinha como um dos objetivos reduzir a imigração.

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