Agnès Callamard, relatora especial sobre execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias da ONU, divulgou esta quarta-feira um relatório de 101 páginas sobre o assassinato de Khashoggi, em outubro passado no consulado saudita em Istambul, e apresenta dezenas de recomendações.

O documento sugere aos órgãos da ONU e ao Secretário-Geral António Guterres que "exijam” uma investigação criminal adicional.

Callamard sublinha a “extrema sensibilidade" de considerar a responsabilidade criminal do príncipe herdeiro, bem como de Saud Alqahtani, um conselheiro sénior da corte real saudita que não foi acusado.

“Nenhuma conclusão é feita quanto à culpa” destas duas pessoas, escreveu a especialista. "A única conclusão é de que há provas credíveis que merecem mais investigações".

Não houve uma reação imediata por parte da Arábia Saudita, a quem o relatório já foi enviado, de acordo com a Reuters. No entanto, até agora Riade tem negado as acusações que envolvem o príncipe.

Jamal Khashoggi, jornalista colaborador da publicação norte-americana Washington Post, foi assassinado no início de outubro de 2018, no consulado da Arábia Saudita em Istambul, por um comando vindo de Riade. O caso mergulhou a Arábia Saudita numa grave crise diplomática e manchou a reputação do príncipe herdeiro, que é acusado por responsáveis norte-americanos e turcos de ter ordenado a morte do jornalista.

*Com agências

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