“Tenho uma boa notícia, meus amigos, a direita republicana está de volta. Ela está unida, com soluções e está pronta para o combate com uma força implacável porque a França não pode esperar. Ao mostrar-se indivisível, a França volta a ser invencível”, disse hoje a candidata na sede do partido, no 15.º bairro da capital do país.

Valérie Pécresse venceu as eleições internas do partido face a Éric Ciotti, com 60,95% da preferência dos votos dos cerca de 113 mil militantes que participaram nesta eleição, numa votação eletrónica que decorreu sem contestação.

A candidata da direita francesa tem 54 anos e é a presidente da região de Paris desde 2015, tendo desempenhado vários cargos como ministra no Governo de Nicolas Sarkozy, e tendo estado à frente das pastas da Economia, mas também do Ensino Superior.

A escolha da candidata foi festejada por dezenas de militantes que acorreram este sábado à sede do partido, ouvindo-se nos corredores “Pécresse a L’Élysée”.

Martine, uma militante há 30 anos do partido, não conseguia conter a emoção perante esta escolha.

“Estou muito orgulhosa desta vitória. Há muito que esperávamos que isto acontecesse. Eu estive nos seus congressos. É uma mulher que não hesitou em saltar para a arena e combater contra quatro homens, é preciso ter uma certa força mental. Ela tem a estatura de uma mulher de Estado”, defendeu a militante, em declarações à Agência Lusa.

Valérie Pécresse concorreu nesta eleição interna contra quatro concorrentes – Michel Barnier, Xavier Bertrand, Éric Ciotti e Philippe Juvin -, contando agora com o apoio de todos eles, assim como outras figuras de peso do partido, para iniciar a sua campanha.

Com todos os candidatos dos principais partidos já escolhidos, faltando apenas saber se Emmanuel Macron quererá continuar no Palácio do Eliseu, Valérie Pécresse deixou já um aviso ao Presidente francês.

“Eu não vou ser uma Presidente dos ziguezagues que vai dizer a cada um o que querem ouvir. Entre o Presidente que está de saída e eu, há mais do que uma diferença de linha política, há uma diferença de carácter. Emmanuel Macron só tem uma obsessão, que é agradar, eu só tenho uma paixão: fazer”, assegurou Valérie Pécresse.

A candidata aproveitou ainda para apelar aos franceses que pensam votar na extrema-direita de Marine Le Pen ou Éric Zemmour.

“Peço a todos os franceses para porem de lado todas as palavras sem consequência, exasperadas de incapacidade de ação pública lançadas por Marine Le Pen ou Éric Zemmour. Não precisamos de ser extremistas para estarmos ao ataque, não é preciso insultar para convencer”, indicou a candidata d’Os Republicanos.

As eleições francesas vão realizar-se em abril de 2022, com a primeira volta a decorrer a 10 de abril e, a segunda volta, para os dois candidatos com maior votação caso ninguém atinja mais de 50% dos votos na primeira volta, a 24 de abril. Os principais candidatos já declarados à eleição são: Yannick Jadot, dos Verdes, Jean-Luc Melenchon, da França Insubmissa, Anne Hidalgo, do Partido Socialista, Marine Le Pen, da União Nacional, e Éric Zemmour, candidato independente.

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