Apoiado por 11 dos 192 Estados parte, o pedido foi feito depois de um presumível ataque químico na Síria e do envenenamento de um ex-agente secreto russo no Reino Unido.

O conselheiro da segurança nacional britânica Mark Sedwill reuniu-se na quinta-feira com os embaixadores junto da OPAQ, sediada em Haia.

O apelo do governo britânico obteve “o acordo de mais de 64 Estados membro da Convenção das Armas Químicas”, necessário para que a reunião se pudesse realizar nos próximos 30 dias, precisou hoje a OPAQ em comunicado.

“A reunião especial da conferência dos Estados parte está prevista para 26 e 27 de junho (…) em Haia”, adiantou.

A decisão de dar aos especialistas da OPAQ o poder de nomear os responsáveis por qualquer utilização futura de armas químicas deve constar da agenda da reunião.

A OPAQ deve dotar-se de um novo mecanismo de identificação das responsabilidades na utilização de armas químicas, apesar do risco de acusações de politização, defendeu o seu diretor-geral, Ahmet Uzumcu.

“Quero insistir na necessidade da comunidade internacional preencher esta lacuna”, declarou Uzumcu num discurso em Londres no mês passado.

A OPAQ está encarregada da fiscalização da aplicação da Convenção para a Proibição de Armas Químicas, que entrou em vigor em 1997, visando acabar com as armas químicas em todo o mundo.

Também verifica as alegações credíveis de utilização de armas químicas, enviando peritos aos locais, mas limita-se a estabelecer os factos, deixando de fora as responsabilidades.

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