“O Governo está a perder o discernimento, o ministro da Administração Interna invade propriedade privada a meio da noite com forte dispositivo policial, o mesmo dispositivo policial que ontem, a propósito dos festejos, foi incapaz de fazer o que lhe competia fazer”, criticou Rui Rio, já na reta final da sua intervenção no debate sobre política geral com o primeiro-ministro no parlamento.

Se o líder do PSD apenas aludiu aos casos de Odemira e dos festejos do campeonato de futebol pelo Sporting, na terça-feira e que se estenderam pela madrugada, foi mais concreto numa denúncia de uma situação que classificou como “vergonhosa.

“Em Miranda de Douro, constituiu-se um Movimento Cultural da Terra de Miranda para defender a sua terra e que tem liderado a luta contra a EDP não querer pagar os impostos devidos pela venda das barragens”, explicou Rio.

De acordo com o líder do PSD, “numa perseguição absolutamente intolerável, ao jeito do Estado Novo, o Ministério das Finanças abriu um processo de inquérito a um funcionário da Autoridade Tributária porque é membro do movimento e, nessa qualidade, redigiu um documento técnico que foi apresentado ao Presidente da República e ao Governo”.

“É inadmissível, é tentar calar as pessoas pela coação, isto é pidesco”, acusou Rio.

Na resposta, António Costa disse desconhecer “em absoluto a abertura de qualquer inquérito” desse tipo.

“Custa-me muito a acreditar que tenha havido a abertura de um inquérito por delito de opinião ou pela elaboração de um documento (…) Ficaria muito surpreendido, mas se aconteceu é inaceitável, seja no Ministério das Finanças seja em qualquer outro”, afirmou o primeiro-ministro.

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