Durante uma conferência de imprensa a propósito da greve dos motoristas, na sede do partido, no Porto, Rui Rio não quis comentar críticas de membros do partido à sua liderança, reforçando que a sua função é a de fazer oposição e apreciar o comportamento do Governo e não responder às concelhias.

“A minha função não é andar aqui a dialogar com concelhias, como é lógico, não sou candidato à concelhia, sou candidato a primeiro-ministro”, vincou.

Na quarta-feira, o presidente da concelhia do PSD do Porto classificou Rui Rio como um presidente do partido “sem rumo nem estratégia”, e disse ser uma “incompetente arrogância” a sua “ausência total” durante o atual “período político crítico”.

“Inacreditavelmente, a um mês e meio de eleições legislativas, o presidente do PSD e o seu núcleo duro decidiram tirar férias, a meio duma crise que preocupa os portugueses. A ausência total de PSD, durante duas longas semanas num período político crítico é inaceitável e apresenta um odor demasiado forte a uma incompetente arrogância para que eu consiga manter calado. O PSD é mais do que isto. O PSD não é isto”, escreveu Hugo Neto, na sua página pessoal na rede social Facebook.

O dirigente explicou serem estas as circunstâncias que o levaram a falar agora, quando inicialmente tinha apontado o período pós-eleições de outubro para clarificar a decisão da secção do Porto de abandonar as listas de candidatos a deputados.

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