No final de uma audiência de perto de hora e meia com Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, na sequência do Congresso do PSD em que foi relegitimado para mais um mandato, Rui Rio foi questionado se o tema da eutanásia tinha feito parte do encontro e assegurou que não foi trocada “nem uma palavra” sobre o assunto.

Por essa razão, o líder do PSD recusou responder a perguntas sobre o tema que irá a debate e votação no parlamento na quinta-feira, nomeadamente como irá votar em concreto os cinco projetos de lei, depois de já ter dito ser “tendencialmente favorável” à despenalização da eutanásia.

“Eu já decidi o meu sentido de voto, mas não vou mais longe que isso”, afirmou.

Questionado sobre o livro do ex-comissário europeu Carlos Moedas que, à mesma hora, o seu antecessor Pedro Passos Coelho estará a apresentar em Lisboa, Rio também não quis comentar, justificando apenas o motivo da sua ausência.

“Estaria com todo o gosto, mas a esta hora já começou e de qualquer forma já estou atrasado para outra reunião, senão estaria com todo o gosto”, disse.

Quanto ao conteúdo da reunião com o chefe de Estado, Rio disse que a principal mensagem foi transmitir, como fez há dois anos, a disponibilidade do líder da oposição para entendimentos em áreas estruturas, apontando o sistema político, a justiça e a segurança social como exemplos.

“Durante este ano estamos disponíveis para isso. Passado o ano de 2020, chegamos a 2021 onde não há europeias e legislativas, mas há de haver umas autárquicas, que são eleições partidárias e as coisas ficam mais condicionadas”, alertou.

Questionado sobre a possibilidade de um reforço do centro-direita nos próximos tempos, Rio reafirmou o que disse no Congresso.

“Uma coisa é o PSD ser o líder de uma alternativa à direita do PS, oura coisa é o PSD ser ele próprio a direita, o PSD não é a direita. Cabe ao PSD, que é um partido de centro, liderar uma alternativa à direita do PS”, afirmou.

Nessa direita o líder do PSD incluiu o CDS-PP, o Chega e a Iniciativa Liberal, dizendo que o futuro deste espaço político já não depende do PSD.

“Vai depender dos próprios: da capacidade no CDS de recuperar o terreno perdido e da capacidade do Chega de sustentar a subida que, aparentemente, tem vindo a ter junto dos portugueses. Isso não depende de nós, só temos que estar disponíveis para sermos uma alternativa ao PS e, não o conseguindo fazer sozinhos, sermos o elemento liderante dessa alternativa”, afirmou.

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