“A modernização de Lisboa nas últimas décadas tem vindo a redesenhar o território metropolitano enquanto um gigantesco negócio. Os espaços que outrora eram vividos coletivamente estão agora reconfigurados enquanto mero meio de criar dinheiro e as infraestruturas que visavam organizar a vida coletiva parecem agora apenas organizar a velocidade das interações económicas”, disse em comunicado a Rock in Riot.

Conforme indica a organização, em causa está ainda a subida do preço das habitações, o aumento dos despejos e a segurança dos inquilinos.

“Uma perspetiva alargada da cidade torna claro que o aumento dos preços da habitação é fruto dos negócios partilhados entre a banca, os fundos imobiliários e o poder autárquico. A expulsão das populações mais pobres e marginalizadas do centro, a gestão policial dos bairros das periferias […] ou a privatização de ruas, praças, jardins e teatros municipais não são fenómenos separados, mas constituem a expressão da forma como o espaço urbano se tornou numa máquina produtora de capital”, acrescentou.

Desta forma, a Rock in Riot convoca uma concentração para demonstrar que não concorda “com as políticas e gestão que os poderes públicos têm feito” na cidade de Lisboa.

“Fazendo uso da rua, afirmamos uma reapropriação da cidade”, concluiu.

A concentração terá início pelas 14:00 na Alameda, de onde seguirá pela Avenida Almirante Reis até à Praça do Intendente.

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