A Audiência Nacional, tribunal nacional espanhol que julga casos de corrupção e crimes financeiros, anunciou que considerou Rodrigo Rato culpado pelo crime de peculato quando este era presidente da Caja Madrid e do Bankia e numa altura em que as duas entidades estavam em dificuldades.

O antigo presidente do FMI foi julgado no caso "Black Card", com outros 64 ex-dirigentes e membros dos conselhos administrativos do bancos espanhóis Caja Madrid e do conglomerado Bankia, criado em 2011 a partir da fusão de sete outros bancos.

A acusação envolve um crime de desvio ​​de um total de mais de 12 milhões de euros entre 2003 e 2012, em que os dirigentes usaram cartões bancários "fantasma" para pagar despesas estritamente pessoais, sem qualquer controlo ou declarações às autoridades fiscais.

Os gastos cobertos por esse dinheiro incluíram gasolina, compras em supermercados, viagens, compra de bolsas de luxo ou noitadas em boates.

O caso provocou um grande escândalo em Espanha, durante um período de grave crise económica, especialmente porque estas irregularidades continuaram enquanto o Bankia passava por sérias dificuldades financeiras.

O banco esteve mesmo à beira da falência, o que obrigou o Estado espanhol a ter de injetar mais de 22 bilhões de euros de fundos públicos, precipitando um resgate bancário europeu de mais de 40 mil milhões de euros.

Rodrigo Rato de 67 anos foi diretor-geral do FMI entre 7 de junho de 2004 e junho de 2007.

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