O líder social-democrata, que falava aos jornalistas à margem da apresentação da publicação "Pela Nossa Terra - Minho de 2018", da autoria do eurodeputado do PSD José Manuel Fernandes, deu como exemplo o processo da municipalização, que considerou estar "no bom caminho".

"Se não houver outras iniciativas, verão a minha iniciativa, relativamente às outras matérias e feita com seriedade intelectual, ou como costuma dizer o nosso povo, com cabeça, tronco e membros. Não vai ser para atirar foguetes para o ar e produzir notícias. Não é o meu estilo. O meu estilo é contribuir para resolver os problemas nacionais, não é contribuir para as manchetes do jornal do dia a seguir", sustentou.

Rio reafirmou que "há uma aproximação aos partidos políticos, tanto ao CDS-PP como ao PS, no sentido de conversar sobre reformas estruturais", que de outra forma, defendeu, "não conseguem ser feitas em Portugal".

"Aquilo que eu entendo como absolutamente vital é que os partidos sejam capazes de dialogar em todas aquelas matérias que Portugal precisa de soluções e que, sem diálogo, não é possível fazer", apontando como o caso "mais flagrante" o da justiça.

Antes, durante o discurso que proferiu na apresentação da obra do eurodeputado do PSD, Rui Rio tinha manifestado disponibilidade para trabalhar com o Governo "sempre que esteja em causa o interesse público", apontando o exemplo da negociação do "envelope financeiro" de que "o país vamos usufruir após 2020".

"Quando as coisas assim são, é nossa obrigação contribuir para que elas se façam. Não passa pela minha cabeça de ninguém fazer oposição fazer o que vi no passado aquilo vi fazer na política portuguesa aquilo que não interessa ao partido trata de boicotar nem que seja o interesse nacional".

Questionado pelos jornalistas

A obra hoje lançada, em Arcos de Valdevez, pelo eurodeputado do PSD, "é um desafio à reflexão sobre o futuro da União Europeia e da Região, expõe informação sobre a atualidade da União Europeia e diversos aspetos da realidade regional, incluindo os municípios e as freguesias dos distritos de Braga e Viana do Castelo".

A apresentação da obra foi feita pelo reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, e contou com a participação, além de Rio, do presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves.

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