Em comentários transmitidos pela televisão ucraniana, Hanna Maliar disse que, “sem exagero, batalhas decisivas estão a ocorrer” na região, onde as forças da Ucrânia estão a tentar evitar serem cercadas, apesar de as tropas russas a controlarem cerca de 95% de Lugansk, foco da ofensiva russa nas últimas semanas.

“Devemos entender que o inimigo tem uma vantagem em termos de pessoal e de armas. Então a situação é extremamente difícil. E neste exato momento essas batalhas decisivas estão em andamento na intensidade máxima”, acrescentou.

Por seu lado, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltou a pedir mais armas aos países ocidentais para repelir o ataque russo.

“Precisamos de apoio, precisamos de armamento, armas que tenham melhores capacidades do que as armas russas”, disse, numa intervenção, por videoconferência, num fórum organizado pelo grupo de reflexão geopolítica ISPI, em Milão.

“Esta é uma questão de vida ou morte”, reiterou.

O governador de Lugansk, Sergey Gaidai, disse à agência Associated Press (AP) que os combates mais ferozes decorrem em aldeias nos arredores de Severodonetsk e Lysychansk, duas cidades da região que ainda não foram capturadas pelos russos.

Também os bombardeamentos e ataques aéreos russos nas zonas industriais em redor de Severodonetsk se intensificaram, disse.

Gaidai disse que a situação em Severodonetsk era “muito difícil”, com as forças ucranianas a manter o controle sobre apenas uma área: o complexo químico de Azot, onde vários combatentes ucranianos, juntamente com cerca de 500 civis, estão abrigados.

Os russos continuam a enviar tropas e equipamentos adicionais para área, disse.

“É um inferno lá. Tudo está envolto em fogo, os bombardeamentos não param nem por uma hora”, disse Gaidai.

Apenas uma fração das 100 mil pessoas que viviam em Severodonetsk antes da guerra permanecem na cidade, atualmente sem eletricidade, comunicações, alimentos ou medicamentos.

Mesmo assim, a resistência ucraniana está a impedir Moscovo de enviar tropas e equipamento militar para outras partes do país, salientou Gaidai.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou já a fuga de mais de 15 milhões de pessoas de suas casas, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A ONU confirmou que 4.569 civis morreram e 5.691 ficaram feridos na guerra, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores e só serão conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates.

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