Um comboio intercidades que fazia a ligação de Guarda para Lisboa descarrilou hoje em Mortágua, não havendo para já feridos a registar, segundo informação da proteção civil e da empresa CP.

Leonel Gouveia explicou à Lusa que esta linha é estruturante para o país, na medida “em que liga os portos de Leixões e de Aveiro à Europa, assim como toda a região Centro a Espanha”.

“Está hoje claro que vai haver aqui uma requalificação. O país foi durante muito tempo alvo de um desinvestimento na ferrovia e esta linha já teve um papel relevante, que foi perdendo para a rodovia. Está agora a ser feito um trabalho para inverter essa tendência”, afirmou.

Apesar deste investimento já anunciado, Leonel Gouveia disse que há “uma preocupação natural” com os descarrilamentos na linha.

“Para Santa Comba Dão, e também para os concelhos limítrofes, esta é uma obra que se aguarda com expectativa”, concluiu o autarca.

O descarrilamento aconteceu pelas 08:40 (hora de Lisboa) à entrada do túnel do Coval, em Mortágua, já depois da paragem em Santa Comba Dão, segundo as mesmas fontes.

A bordo seguiam 71 passageiros e três pessoas da tripulação, não havendo feridos, disse fonte oficial da CP - Comboios de Portugal

Inicialmente, a empresa referiu 87 passageiros e dois membros da tripulação, mas, entretanto, corrigiu esses números.

O descarrilamento foi da locomotiva e das duas primeiras carruagens.

Os passageiros já estão a ser retirados do comboio, estando a CP a avaliar como será feito o transporte para Lisboa.

A linha da Beira Alta está cortada e não há previsões de quando voltará a estar operacional.

A modernização total da Linha da Beira Alta, que entrou em funcionamento há 135 anos, deverá arrancar em pleno em 2019, após a conclusão da modernização da Linha da Beira Baixa, e deverá custar perto de 700 milhões de euros.

A empreitada inclui a eliminação de todas as passagens de nível e a construção de uma nova "concordância" (ligação) entre a Linha do Norte e a Linha da Beira Alta, em Pampilhosa, que vai evitar que as composições vindas do Norte e com destino a Vilar Formoso façam um desvio de alguns quilómetros para sul, como agora acontece.

"Vai ser vital para o transporte de mercadorias dos portos de Leixões e Aveiro", resumiu a 28 de outubro de 2017 o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, acrescentando que um dos objetivos do seu ministério é aumentar a taxa de transporte ferroviário de mercadorias, que agora se cifra em apenas 4% da carga total transportada em Portugal.

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