“Disse que acreditava na palavra do Presidente da República. Sobre o resto, não disse que estava esclarecido na totalidade. Quem tem de esclarecer é o poder judicial. O assunto está entregue e confio que o poder judicial decidirá bem. Sobre o resto, não gosto de especular ou fazer dissertações”, afirmou Santana Lopes.

O líder do Aliança, que falava após uma visita ao mercado temporário do Bolhão, notou que o partido “não faz exploração política” de qualquer caso e, quanto “à questão da responsabilidade política”, remeteu-a para a próxima legislatura.

“Estamos a uma semana das eleições. Na próxima legislatura falaremos com certeza desse e de outros assuntos. Quero fazer campanha a falar do que as pessoas precisam e da justiça que é devida a tanta gente que sofre”, vincou.

Questionado sobre o caso Tancos, que levou na quinta-feira o Ministério Público a acusar 23 pessoas, entre as quais o ex-ministro da Defesa José Azeredo Lopes, o dirigente do Aliança assegurou que acredita “mesmo na palavra do Presidente da República”.

“Bastava ele ter dito uma vez que não sabia de nada, que ninguém o informou, para acreditar”, garantiu Santana Lopes, referindo-se ao facto de Marcelo Rebelo de Sousa ter dito, na terça-feira, que nunca foi informado, por qualquer meio, sobre o alegado encobrimento na recuperação das armas furtadas de Tancos.

No mercado temporário do Bolhão, no centro do Porto, Santana Lopes cumprimentou vendedores e turistas, entrou dentro de várias bancas como um velho conhecido, foi questionado quanto ao estado de saúde após o acidente rodoviário que teve na campanha para as eleições europeias, recebeu desejos de felicidades e uma flor azul.

O antigo primeiro ministro ainda comprou uvas, provou queijo e comeu pão e um pastel de nata.

Aos jornalistas, notou que “a Aliança não nasceu para fazer ‘outdoors’ divertidos”, mas para “tratar a sério dos problemas sérios que atingem as pessoas”.

“É um partido novo, que procura ser responsável e falar do que aflige as condições de vida das pessoas mais pobres”, observou.

O ex-militante e dirigente do PSD frisou ainda que o partido que criou gosta “muito de animais”, mas centra-se nas questões da pobreza e exclusão.

“O Serviço Nacional de Saúde [SNS] é uma dor de alma. Ver pessoas que precisam de ser tratadas e não têm resposta. Por isso, a Aliança propõe um seguro de saúde para todos os portugueses”, defendeu.

De acordo com Santana Lopes, “os que podem adquirir [o seguro de saúde] descontam na sua declaração fiscal”, enquanto “os que não podem, tem de ser o Estado a providenciar”.

“Espero que votem na Aliança também por ser o único partido que quem for condenado por corrupção não deve poder nunca mais voltar a exercer cargos políticos porque é uma vergonha”, disse.

Santana Lopes lembrou ainda que o Aliança quer um “agravamento de penas” para casos de “violência doméstica, homicídio e atentados à integridade física das pessoas”, para além de estar preocupado com a “habitação no centro das cidades”.

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