Naturais da América do Sul, os periquitos-monge chegaram a Madrid enquanto animais de estimação entre os anos 80 e 90. Em 2005 já eram 1700 a viver livremente na capital e hoje são 12 mil, sendo que a população somou mais três mil elementos desde 2016, num aumento de 33%.

Perante esta escalada populacional, o Ayuntamento de Madrid, segundo o jornal El País, anunciou que vai aplicar medidas para reduzir o número de espécimes que fazem da capital espanhola casa. Estas vão passar não só pelo abate da grande maioria destas aves, como também pela esterilização dos seus ovos.

A autarquia, governada por uma coligação de direita entre o Partido Popular e o Ciudadanos, contando ainda com o apoio do Vox (de extrema-direita), disse que o plano vai ser levado a cabo no outono do próximo ano, custando entre seis a oito euros por periquito, ou seja, perto de 100 mil euros.

As causas para a necessidade de controlar os periquitos-monge são várias, de acordo com Santiago Soria Carreras, vereador do serviço de biodiversidade do Ayuntamento. Para além da sua longa esperança média de vida — podem viver 20 anos em cativeiro — e da sua rápida capacidade de reprodução — pondo entre seis e oito ovos por ano —, esta espécie é responsável por transmitir doenças a outras aves, para além de comer a sua comida e invadir o seu espaço. A juntar-se a estes fatores todos, estes periquitos produzem barulhos estridentes e desconfortáveis.

O plano será cumprido de acordo com a legislação para o bem-estar animal, sendo que a população não será completamente erradicada. A autarquia prevê reduzi-la para 600 espécimes, sendo um número sustentável para a saúde citadina.

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