Dos 42 casos confirmados de sarampo, todos dizem respeito a adultos e existem 39 casos “a aguardar resultados”, adiantou Fernando Araújo, numa conferência de imprensa realizada no Porto para fazer o ponto de situação sobre o surto de sarampo verificado na região Norte.

O secretário de Estado indicou ainda que a maioria dos casos diz respeito “a adultos jovens”, com idades entre os 20 e os 40 anos, a maior parte “profissionais de saúde”, sendo que “mais de dois terços estavam vacinados”.

O número de casos suspeitos foram 117 desde o início do surto, como já havia adiantado esta manhã a secretária-geral de Saúde, Graça Freitas.

Destes casos suspeitos, um deles era o de Braga, que não foi confirmado, o outro é uma criança, com 12 meses, a aguardar resultados. O bebé “está estável, com prognóstico muito favorável”, não tendo sido necessário ficar internado, referiu Fernando Araújo.

Fora da área do Porto, “há um único caso confirmado, uma mulher de Pombal, que teve contacto com o doente francês que se pensa ser um dos casos iniciais, que adquiriu a infeção fora de Portugal”, disse.

De acordo com o secretário de Estado, “existem cinco doentes internados, três no Hospital de Santo António, um no Hospital de São João e um no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos. Destes, apenas um caso está confirmado, os outros estão sob avaliação. Todos apresentam prognóstico muito favorável”.

“Felizmente, neste surto temos tido, do ponto de vista clínico, uma evolução muito favorável”, sublinhou, considerando “normal e expectável” que surjam mais casos.

Contudo, frisou, “podemos afirmar que o surto neste momento está em fase de controlo, de acordo com as características previsíveis”.

“Estamos em articulação com todas as entidades de saúde envolvidas, no sentido de manter esta vigilância ativa em termos de procura e identificação dos casos, suspeitos ou prováveis, e em termos de vacinação, nomeadamente dos profissionais de saúde, que têm mais elevado risco. O processo está a decorrer de forma natural para este tipo de situações”, acrescentou.

Fernando Araújo referiu ainda que “todos os casos suspeitos são inseridos na plataforma, não havendo casos de possíveis ou prováveis infeções que não estejam registados”.

“Não há, neste momento, mais do que 117 casos suspeitos de terem a infeção, dos quais uma parte substancial já foi infirmada”, frisou.

Em caso de dúvidas, o secretário de Estado Adjunto da Saúde recomenda que se ligue para a linha de saúde 24 (808 24 24 24), cujos profissionais darão “indicações claras, onde se dirigir e o que fazer”.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa causada por um vírus e é das infeções virais mais contagiosas.

Manifesta-se pelo aparecimento de pequenos pontos brancos na mucosa oral cerca de um ou dois dias antes de surgirem erupções cutâneas, que inicialmente surgem no rosto.

A doença tem habitualmente uma evolução benigna, mas pode desencadear complicações como otite média, pneumonia, convulsões febris e encefalites. Pode ser grave e até levar à morte.

A vacinação é a principal medida de proteção contra o sarampo e neste caso até é gratuita e está incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV).

Segundo os dados de 2017, mais de 87% das pessoas que contraíram sarampo não estavam vacinadas.

Na região Norte, segundo o secretário de Estado da Saúde, “97% a 98% das pessoas estão vacinadas ou já tiveram contacto com a doença”.

(Notícia atualizada às 12h25)

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