“Tendo em conta que sou responsável pelo combate à fraude, seria desonesto manter-me em funções se me sinto incapaz de o fazer devidamente, quanto mais defender o trabalho feito. Por essa razão, decidi apresentar a minha demissão (…) com efeito imediato”, anunciou Theodore Agnew na Câmara dos Lordes.

O político do Partido Conservador foi chamado a intervir para explicar porque 4.300 milhões de libras (5.110 milhões de euros) em apoios durante a pandemia covid-19 foram considerados perdidos pelo Ministério das Finanças.

Secretário de Estado das Finanças responsável pela Eficiência e Transformação desde 2020, Agnew qualificou a supervisão do Governo sobre os vários mecanismos de apoio às empresas "nada menos do que desesperadamente inadequada" e disse que “foram cometidos erros básicos".

"As perdas totais por fraude no Governo estão estimadas em 29.000 milhões de libras (34.440 milhões de euros) por ano. É claro que nem tudo pode ser evitado. Mas uma combinação de arrogância, desleixo e ignorância paralisa a máquina do Governo", criticou.

Agnew vincou que a demissão não está relacionada com a crise na liderança do primeiro-ministro, Boris Johnson, criticado por vários deputados do Partido Conservador.

Ao sair da Câmara dos Lordes, a câmara alta do Parlamento, o político foi aplaudido, em particular por membros da oposição.

"Acho que acabámos de testemunhar um dos momentos mais dramáticos a que já assistimos na Câmara, de um secretário de Estado que sentiu que a sua integridade não podia mais garantir que continuasse como membro do Governo”, comentou a líder do Partido Trabalhista na Câmara dos Lordes, Angela Smith.

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