Os confrontos entre a polícia e os manifestantes resultaram em mais três mortos na quinta-feira, referiram estas organizações no relatório.

Na capital, Quito, um manifestante de 39 anos foi baleado e morto, tendo um outro jovem também morrido. Em Caspigasi, nos subúrbios de Quito, um indígena morreu num confronto com soldados.

Segundo o exército, o confronto em Caspigasi deixou gravemente feridos 17 soldados que faziam a segurança de um comboio que transportava alimentos e foram “atacados por um grupo violento”.

De acordo com a polícia, 74 agentes ficaram feridos desde 13 de junho. Segundo a aliança, foram registados no mesmo período 92 feridos e 94 detenções entre os manifestantes.

Na quinta-feira à tarde, vários milhares de indígenas entraram na Casa da Cultura em Quito, um ponto tradicional de encontro de indígenas na capital que tinha sido requisitado pela polícia, e cujo abertura era uma das condições para iniciar negociações.

O governo autorizou a entrada dos manifestantes no centro cultural, “no interesse do diálogo e da paz”, declarou o ministro do Governo, Francisco Jiménez.

O “objetivo é que acabem os bloqueios de ruas, manifestações violentas e ataques em diferentes locais”, acrescentou o ministro, num vídeo transmitido aos meios de comunicação social.

No entanto, pouco depois, um grupo de manifestantes, liderado por mulheres, tentou entrar no recinto do vizinho parlamento, tendo sido impedido pela polícia, que usou gás lacrimogéneo e granadas de atordoamento.

Cerca de 14 mil manifestantes participaram de manifestações em todo o país para protestar contra o aumento do custo de vida e para exigir, em particular, uma queda nos preços dos combustíveis, ainda segundo dados da polícia, que estima que a capital Quito tenha recebido 10 mil manifestantes.

Os indígenas exigem que seja revogado o estado de emergência decretado pelo governo em seis províncias para refrear os protestos.

O governo do Presidente conservador Guillermo Lasso, por sua vez, recusa esta exigência e garante que as reivindicações dos manifestantes, apenas quanto aos preços do combustível, custariam ao Estado mais de mil milhões de dólares por ano.

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