Segundo a nota, Marcelo Rebelo de Sousa apresentou pessoalmente na segunda-feira as condolências à família de José Silva Marques na Basílica da Estrela, onde o corpo do ex-dirigente partidário esteve em câmara ardente.

O Presidente da República recordou o papel político de Silva Marques "antes e depois do 25 de abril de 1974, nomeadamente como dirigente partidário e líder parlamentar, culto, inteligente e determinado durante longas décadas".

José Augusto da Silva Marques, que morreu domingo, nasceu a 07 de novembro de 1938, começou na política no PCP, foi dirigente comunista na clandestinidade e afastou-se do partido antes do 25 de Abril de 1974.

A sua experiência na clandestinidade inspirou um livro, "Relatos da clandestinidade - O PCP visto por dentro" (ed. Jornal Expresso), publicado em 1976, que, ao longo de mais de 300 páginas, contou como foi a sua adesão ao partido, o trabalho clandestino e, por fim, a rutura.

Silva Marques foi, durante quatro anos, de 1976 a 1979, presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós.

Aproximou-se do PSD e foi eleito deputado pelo círculo de Leiria, de 1980 a 1999 e desempenhou o cargo de presidente do grupo parlamentar dos sociais-democratas.

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