No centro da polémica está um questionário distribuído a alunos do 5º ano da Escola Francisco Torrinha onde estes são questionados sobre a sua orientação sexual.

Contactada pelo SAPO24, fonte oficial do Ministério da Educação esclareceu que a tutela não tinha conhecimento deste inquérito, mas que se sabe que é um caso isolado. O Ministério está a apurar informação junto do estabelecimento escolar em causa e, neste momento, não está em condições de adiantar quantos alunos foram visados, adiantou a mesma fonte.

No questionário anónimo, partilhado através das redes sociais, é pedido aos alunos que indiquem a sua idade, que digam se já namoram ou não, que esclareçam qual é o seu sexo ou a sua identidade de género e que respondam à questão:  "Sinto-me atraído/a por homens, mulheres ou ambos?"

Contactada pelo SAPO24, a Escola Básica Francisco Torrinha diz apenas que não irá prestar declarações sobre este caso.

De acordo com um encarregado de educação ouvido pela Lusa, numa reunião de pais dos alunos do 5.º ano os responsáveis pelos alunos “foram avisados da existência” da disciplina “Cidadania”, no âmbito da qual “se abordariam temas como as relações interpessoais e violência no namoro”.

Os encarregados de educação receberam um papel em casa para autorizar a participação dos seus filhos nesta disciplina, mas não esperavam que fossem colocadas questões como estas, acrescentou o mesmo encarregado de educação.

O SAPO24 contactou a Associação de Pais da Escola Básica Francisco Torrinha, cuja responsável admite que o inquérito é "desadequeado à idade", mas considera que "a proporção que o tema tomou é bem mais desadequado que o próprio inquérito". A Associação de Pais reitera a sua confiança no estabelecimento de ensino e adianta que o caso esta a ser devidamente endereçado.

"O tema educação para a igualdade de género esta previsto no programa, no âmbito da estratégia nacional para a cidadania", acrescenta, salientando que o caso será agora "esclarecido pelo Ministério da Educação".

Na mesma linha, em declarações à Lusa, a Associação de Pais reiterou que "o inquérito é desadequado, mas também que o caso não precisava de tomar as proporções que tomou”. Mais acrescenta que o inquérito foi apenas realizado a uma turma.

(Notícia atualizada às 16h59)

 

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