O inquérito é, de facto, desadequado para uma turma do 5.º ano, mas os pais estão calmos e a maior parte dos alunos não percebeu bem a questão que lhe foi colocada. O Ministério da Educação [ME] está a par e vai agora tentar esclarecer a situação”, disse à Lusa uma representante da associação de pais.

O ME revelou hoje à Lusa a intenção de pedir àquela escola básica esclarecimentos sobre o inquérito em que alunos do 5.º ano, de 9 e 10 anos, são questionados sobre se sentem “atraídos por homens, mulher ou ambos”.

A Associação de Pais da Escola Francisco Torrinha explica que o inquérito, feito “a apenas uma turma”, se enquadra “no tema da Educação para a Igualdade de Género”, previsto no programa nacional da disciplina de Cidadania.

“Consideramos que o inquérito é desadequado, mas também que o caso não precisava de tomar as proporções que tomou”, frisou a representante dos pais.

A reação surgiu depois de uma “ficha sociodemográfica” distribuída no âmbito da disciplina “Cidadania” a uma turma de estudantes da EB Francisco Torrinha ter sido posta a circular nas redes sociais.

A informação foi confirmada pela Lusa junto de encarregados de educação, tendo um deles explicado que, numa reunião de pais dos alunos do 5.º ano os responsáveis pelos alunos “foram avisados da existência” da disciplina “Cidadania”, no âmbito da qual “se abordariam temas como as relações interpessoais e violência no namoro”.

O mesmo encarregado de educação acrescentou ter recebido um papel para autorizar a participação dos seus filhos nesta disciplina, mas não esperava que fossem colocadas questões como estas.

A Lusa tentou, sem sucesso, obter uma reação da coordenação da Escola Francisco Torrinha e da sede do agrupamento, a Escola Garcia de Orta.

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