O jogador de 31 anos, que jogou pelo F.C. Porto, Chelsea e Newcastle, foi uma das vítimas dos abalos que atingiram esta segunda-feira a Turquia, fazendo milhares de mortos e feridos.

Christian Atsu estava dado como desaparecido, mas foi encontrado com vida e levado para o hospital. O atleta, que foi resgatado dos escombros, sofreu lesões no pé direito e estava com dificuldades respiratórias.

O Hatayspor, clube pelo qual alinha atualmente, está localizado em Hatay, uma das áreas mais afetadas pelos terramotos desta segunda-feira.

Um sismo de 7,8 na escala de Richter fez tremer a terra às 04:17 (01:17 em Lisboa), a 33 quilómetros da capital da província de Gaziantep, no sudeste da Turquia, a uma profundidade de 17,9 quilómetros. Seguiram-se dezenas de réplicas e um novo terramoto, já por volta da hora do almoço (10:24 em Portugal), de 7,6 na escala de Richter, a quatro quilómetros de Kahramanmaras.

O número de mortos provocado pelo forte sismo foi aumentando ao longo do dia e o último balanço dá conta de pelo menos 3.000 na Turquia e na Síria, com relatos de milhares de feridos e de prédios destruídos.

De acordo com o serviço turco de proteção civil (Afad), o sismo matou 1.760 pessoas na Turquia e feriu pelo menos 12.068, havendo registo de cerca de 3.700 prédios destruídos.

Na Síria, país há mais de 11 anos em guerra civil, os balanços do regime de Damasco e dos rebeldes apontam para quase 1.300 mortos e quase 3.500 feridos.

Segundo a agência noticiosa oficial Síria, SANA, 593 pessoas morreram nas áreas controladas pelas forças governamentais, e o grupo de resgate Capacetes Brancos fala em pelo menos 700 mortes na área controlada pelas forças rebeldes, no noroeste do país.

Informações oficiais dão conta do colapso de edifícios nas cidades sírias de Alepo e Hama e em Diyarbakir, na Turquia, neste caso a mais de 300 quilómetros do epicentro.

O sismo de hoje foi um dos mais fortes em 100 anos, a par do que abalou Erzincan, no leste da Turquia, em 26 de dezembro de 1939, também com magnitude de 7,8. Este terremoto de 1939 deixou mais de 32.000 mortos e provocou um ‘tsunami’ no Mar Negro, localizado a cerca de 160 quilómetros do epicentro.

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, decretou luto nacional de sete dias e, de acordo com o decreto hoje publicado pelo Governo, as bandeiras serão colocadas a meia haste até ao pôr do sol de domingo.

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