“O desejável aqui [ala pediátrica] seria abrir uma exceção a esses condicionamentos legais porque é um assunto muito urgente, mas não sei se isso é possível, confesso”, afirmou à Lusa o arquiteto, um dos subscritores de um abaixo-assinado lançado em setembro para proclamar que é “tempo de agir”, romper o impasse e avançar de imediato com a construção da nova ala pediátrica.

Reafirmando não saber se é possível “saltar” os procedimentos legais existentes, Álvaro Siza Vieira explicou que as construções têm de ser feitas por concurso, processos que “demoram muito tempo”, sobretudo se envolverem valores que exijam concursos internacionais.

O arquiteto reforçou que os projetos demoram a ter seguimento, deparando-se o próprio com os mesmos problemas.

Em 2016, cerca de um ano depois de ter começado, a obra que decorria em terrenos do Hospital de São João por iniciativa da Associação Joãozinho parou.

A administração do centro hospitalar defendeu na ocasião que a empreitada só seria possível com investimento público, devido ao “desfasamento entre as verbas angariadas [pela associação] e o orçamento total da obra”.

A empreitada de cerca de 25 milhões de euros era suportada por fundos privados angariados pela associação “Um Lugar Pró Joãozinho”, que até então tinha reunido cerca de um milhão de euros.

Em janeiro de 2017, o Ministério da Saúde aprovou a construção da ala pediátrica, anunciando um investimento de cerca de 20 milhões de euros.

O Governo autorizou a 19 de setembro a administração do Centro Hospitalar Universitário de São João a lançar o concurso para a conceção e construção das novas instalações do Centro Pediátrico.

O movimento cívico informal “Pelo Joãozinho” lançou no dia 06 de setembro um abaixo-assinado para proclamar que é “tempo de agir”, romper o impasse e avançar de imediato com a construção da nova ala pediátrica do Hospital de São João, no Porto.

Na apresentação do documento, o porta-voz do movimento, Júlio Roldão, explicou que o que reclamam do Governo são as ações necessárias ao desbloqueamento do processo e ao imediato início das obras, em favor “do supremo e inadiável valor” que são as crianças, a saúde das crianças do Porto, da região e do país.

Na ocasião, o abaixo-assinado contava já com as assinaturas do presidente do Futebol Clube do Porto, Pinto da Costa, da cientista Maria de Sousa, do médico Manuel Sobrinho Simões, dos artistas e escritores Carlos Tê, João Bicker e Manuela Espírito Santo e do bastonário da Ordem dos Médicos, além de Siza Vieira.

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