“Nos primeiros dez dias de 2021 atenderam-se 274.388 chamadas no SNS24. Se olharmos para os últimos dez dias do ano anterior, houve uma subida de quase 100 mil chamadas”, o que representa um crescimento de 54%, adiantou Luís Goes Pinheiro.

Ouvido na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia da doença covid-19 e do processo de recuperação económica e social, a pedido do CDS-PP, o responsável dos SPMS considerou que estes números demonstram a “capacidade de resposta e a flexibilidade” do serviço, que tem sido um dos “mais relevantes ao longo da pandemia”.

Na audição por videoconferência, Luís Goes Pinheiro adiantou que o SNS24, em janeiro de 2020, tinha picos que chegavam às 5.000 chamadas atendidas por dia, mas a partir de março, com os primeiros casos de covid-19 em Portugal, “tudo mudou e a pressão começou a sentir-se de forma muito significativa”.

“Rapidamente se verificou que deixava de ter um desempenho aceitável quando se aproximava das 10 mil chamadas atendidas por dia”, admitiu o presidente do SPMS, ao adiantar que foram realizadas diversas intervenções tecnológicas para garantir um maior número de chamadas em simultâneo.

“Ontem [segunda-feira], foram atendidas 38.543 chamadas, o segundo maior dia de sempre em número de chamadas de atendidas no SNS24, apenas ultrapassado pelo dia 05 de novembro, quando foram atendidas mais 34 chamadas”, referiu Luís Goes Pinheiro.

De acordo com o responsável do SPMS, em toda a história da linha, novembro de 2020 foi o mês com mais chamadas atendidas, com um total de 816.465.

“Em outubro e novembro de 2020 atenderam-se quase tantas chamadas como durante todo o ano de 2019″, referiu Luís Goes Pinheiro, ao considerar que esta capacidade de resposta para picos de procura também se deve ao reforço de recursos humanos.

“Havia cerca de mil profissionais de saúde a exercer funções na linha quando a pandemia chegou a Portugal e hoje são mais de 5.000″, garantiu o presidente dos SPMS aos deputados.

Nesta audição parlamentar, a deputada do CDS-PP, Ana Rita Bessa, questionou Luís Goes Pinheiro, por uma “questão de transparência”, sobre a suspensão desde março da divulgação pública dos dados da operação do SNS24, caso das chamadas não atendidas.

Na resposta, o presidente do SPMS disse que, no início da pandemia, verificou-se que havia um conjunto de indicadores que tinham de ser corrigidos e acrescentados, um “processo que passou para segundo plano, tendo em conta todas as urgências que surgiram”.

“Assumo o compromisso de até final da próxima semana os indicadores, no âmbito da transparência do SNS24, estarem disponíveis. Não há qualquer intenção de esconder o que quer que seja”, referiu.

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