Até agora, pelo menos 164 pessoas morreram, 15 das quais nas últimas 24 horas, e uma centena de outras continua desaparecida desde a passada quinta-feira no Estado ocidental de Maharashtra, segundo o mais recente boletim divulgado pelo Governo da região.

Com estas 164 mortes ocorridas entre 22 de julho e hoje, o total de vítimas mortais de incidentes relacionados com as monções, de 01 de junho até à data, é de 251 pessoas.

No domingo, cerca de 194.500 pessoas foram afetadas pelas fortes inundações e correntes de água na cidade de Kolhapur, situada no sudeste de Maharashtra.

Esta região foi precisamente a mais castigada pelo impacto das chuvas de monção de julho, classificadas como as mais intensas dos últimos cem anos e que causaram inundações e aluimentos de terra, deixando municípios parcialmente submersos e destruindo edifícios e estradas.

Devido a este histórico volume de chuvas torrenciais que caiu sobre o país asiático nos últimos dias, as equipas de resgate redobraram no domingo os seus esforços de busca de corpos e desaparecidos em várias zonas do país, como Maharashtra, a região costeira de Goa e a meridional Karnataka.

Apesar de a fragilidade do terreno ter tornado mais lentas as operações de resgate, as equipas conseguiram avançar mais rapidamente nas últimas horas, depois de as chuvas terem começado a abrandar.

O Departamento de Meteorologia Indiano (IMD) informou de uma diminuição da precipitação na costa oeste do país, embora, ao mesmo tempo, tenha emitido novos alertas para outras regiões.

Assim, mantêm-se hoje os alertas laranjas e amarelos para chuvas intensas ou muito intensas e trovoadas em grande parte do Estado de Madhya Pradesh e espera-se que esta tempestade se limite às partes do norte do país durante esta semana.

A Índia está agora em plena época das chuvas de monção, um intenso período de precipitação que, embora fundamental para a agricultura, geralmente causa graves danos e deixa centenas de vítimas, devido a aluimentos de terra e inundações.

Aos perigos das fortes chuvas, este ano soma-se a pandemia de covid-19, que complica as operações de resgate, evacuação e realojamento.

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