A informação foi avançada pela porta-voz dos serviços de socorros da região da Morávia do Sul, Michaela Bothová, citada pela agência Efe.

Um balanço anterior dava conta de um morto no hospital de Hodonin, perto da fronteira com a Eslováquia, para onde foram transportados cerca de 200 feridos, mas as autoridades continuam à procura de vítimas nos escombros.

A tempestade, acompanhada de fortes rajadas de vento e de queda de gelo com o tamanho de bolas de golfe, deixou um rasto de destruição em torno das cidades de Breclav e Hodonin, na região de Morávia do Sul, no sudeste do país, com danos graves em edifícios e automóveis, noticiou a televisão pública CT.

O raro fenómeno afetou sobretudo as localidades de Hrusky, Mikulcice, Moravská Nová Ves e Luzice.

Um dos responsáveis do município de Hrusky, com cerca de 1.500 habitantes, disse à rádio pública checa que a tempestade arrasou a localidade.

“A igreja está sem a torre, a escola primária já não tem telhado e isolamento, apenas restaram paredes do que antes eram casas”, disse Marek Babisz.

Noutra localidade, Moravská Nová Ves, o responsável do município disse à CT que “em 10 minutos a localidade ficou arrasada”.

Os bombeiros apelaram hoje à população para não se deslocar às zonas afetadas para prestar ajuda, devido ao mau estado de algumas das vias de comunicação.

A tempestade levou ao encerramento do troço da autoestrada D2 entre as cidades de Brno e Breclav, que reabriu esta manhã.

As ligações ferroviárias estão interrompidas nas zonas afetadas, no sudeste do país.

A tempestade deixou 120 mil casas sem eletricidade, segundo o vice-presidente do Governo, Karel Havlicek.

OS trabalhos de reparação começaram às 07:00 da manhã (uma hora antes, em Lisboa) e atualmente 78.000 casas continuam sem luz, 40.000 das quais no sul da Morávia, a região mais afetada, precisou.

As televisões mostraram cenas de grande devastação, com carros virados e edifícios com paredes e telhados destruídos.

O primeiro-ministro checo, Andrej Babis, que estava em Bruxelas para participar no Conselho Europeu, lamentou a “enorme tragédia”.

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