Numa mensagem enviada aos deputados socialistas, a que a Lusa teve hoje acesso, José Luís Carneiro agradeceu o apoio à sua candidatura, que aceitou a "convite e por sugestão" da líder do grupo parlamentar, Ana Catarina Mendes, e do presidente da comissão de Defesa Nacional, Marcos Perestrello.

"Pese embora termos tido muitos mais votos que os mandatos do PS, não foi o suficiente para a maioria de dois terços" exigidos pela lei, sublinhou, afirmando que viu na candidatura "uma honra e um serviço".

O deputado adiantou que já comunicou à líder parlamentar a decisão e mostrou-se disponível para apoiar "quem, com sentido de serviço público, esteja disponível para apresentar uma candidatura".

Na passada sexta-feira, o parlamento chumbou os candidatos ao Conselho Superior de Defesa Nacional, conselhos de fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa e do Sistema Integrado de Informação Criminal e Conselho Superior de Informações.

De acordo com os resultados publicados na página da AR, os candidatos propostos não conseguiram os votos suficientes para serem eleitos, no caso dois terços (152) dos deputados que votaram (228), ao abrigo da Constituição e da legislação portuguesa.

Deste modo, não foram eleitos Luís Patrão (PS) e Joaquim da Ponte (PSD) para o Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa, que tiveram 137 votos favoráveis, 75 votos brancos e 16 votos nulos.

Também o deputado e secretário-geral adjunto do PS José Luís Carneiro falhou a eleição para o órgão de consulta do Presidente da República, o Conselho Superior de Defesa Nacional, tendo recolhido 148 votos a favor, 73 votos brancos e sete votos nulos.

Para o Conselho Superior de Informações falharam a eleição Jorge Lacão (PS) e André Coelho Lima (PSD), que recolheram 142 votos a favor, 68 votos brancos e 18 votos nulos.

A eleição para este tipo de órgãos exige uma maioria de dois terços e um acordo entre os dois maiores partidos, PS e PSD.

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