Tratou-se de uma “ação de solidariedade pacífica” sobre liberdade de movimentos dos jornalistas palestinianos, à qual “nenhum Estado democrático digno desse nome pode reagir desta forma”, denuncia a FIJ, fundada em 1926 e que é a maior organização de jornalistas, representando 600 mil profissionais em 146 países.

De acordo com o relato da FIJ, divulgado em comunicado, após uma breve conferência de imprensa, dirigentes da federação e jornalistas palestinianos caminharam “algumas centenas de metros, ao longo da principal estrada, em direção ao posto de controlo de Qalandia”, importante ponto de entrada em Jerusalém.

“A cem metros” do posto, “o exército israelita, sem aviso nem anúncio, disparou cerca de dez granadas de gás lacrimogéneo contra o grupo, causando ferimentos no ombro de um dos membros do comité executivo da FIJ e problemas respiratórios em muitos outros”, decrevem.

A FIJ realça que nunca deixou território palestiniano e exige “explicações” por parte de Israel.

Numa carta aberta ao primeiro-ministro israelita, a FIJ exige “uma resposta urgente ao ataque não provocado sobre uma concentração pacífica e em defesa dos direitos dos jornalistas palestinianos”.

Na carta, que seguiu também para o secretário geral das Nações Unidas e o diretor geral da UNESCO (agência para a educação, ciência e cultura), a FIJ insta ainda as autoridades israelitas a reconhecerem a carteira internacional de jornalista, à semelhança de outros 145 Estados.

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