“Landmark”, uma série documental que contempla os momentos mais marcantes da história da música; “Dawn & Record”, uma série animada narrada por T Bone Burnett ou “Ultimate/Ultimate”, uma comédia satírica documental que acompanha um grupo de pessoas com talento duvidoso. Estas são apenas algumas das séries originais que se podem encontrar na secção de vídeos do Spotify.

Três meses depois de ter lançado os primeiros conteúdos originais em vídeo, o Spotify vai intensificar a aposta neste segmento. De tal forma que, segundo o Digiday, a plataforma não renovou contratos e licenças com as várias estações televisivas e parceiros com quem tinha acertado colaborações.

Disponíveis desde janeiro, os clips da Comedy Central, ESPN, Vice ou a Maker Studios não tiveram o sucesso esperado (alguns contaram com apenas umas "centenas" de visualizações). Contudo, estes números não abalam a fé do Spotify na aposta em vídeo.

“Acabámos por nos aperceber que o Spotify funciona de forma espetacular quando tem uma audiência passiva - uma audiência que não precisa de estar a ver o vídeo”, disse um representante da plataforma. “As TED Talk acabaram por ser o que resultou melhor, já que não precisam de ser visualizados”, adianta. 

Apesar deste entrave, tal como outras plataformas, o Spotify acredita que o futuro pertence ao formato de vídeo. Agora, a aposta é em conteúdo que permita posicionar a marca neste mercado. 

O Spotify procura 6 a 10 episódios por série, com a duração de 10 a 22 minutos. Oferece entre 18 mil euros (20 mil dólares) e 177 mil euros (200 mil dólares) por episódio, mediante o talento, qualidade e duração do mesmo. 

Ainda que queira competir com outras plataformas digitais de partilha de vídeo e avance com números altos, estes estão longe dos praticados pelos gigantes de streaming de vídeo.

Mesmo com 30 milhões de subscritores e com 100 milhões de utilizadores, o Spotify ainda não apresenta lucros. E companhias como a Netflix, Hulu e Amazon estão noutro patamar, pelo menos no que toca a vídeo.

“[O Spotify] está à procura de uma ou duas séries de qualidade e uma mão cheia de outras de um nivel inferior”, adiantou um executivo de uma produtora que está em conversações com o Spotify.

O serviço de streaming deseja ter exclusividade dos conteúdos por um período limitado, mas cede os direitos.

A batalha por conteúdo de vídeo original para conquistar novas audiências promete continuar. Tal como o Spotify, a sua maior concorrente, a Apple Store, também está a trabalhar para conseguir produzir as suas séries originais. “Planet of the Apps” conta com a participação da atriz Gwyneth Paltrow, e “Carpool Karaoke” funcionará como spinoff do segmento já criado por James Corden.

O contra-ataque da Amazon

Em setembro, a empresa liderada por Jeff Bezos quer concorrer diretamente com o Spotify e o Apple Music. Para isso, vai lançar um serviço de streaming de música a metade do preço, escreve a recode.

Vão existir dois pacotes disponíveis: um tradicional, a 10 dólares (9 euros por mês), similiar aos que já podemos encontrar no mercado (Apple e Spotify), livre de anúncios e de uso ilimitado. Outro, económico, em que a mensalidade deve oscilar entre os quatro e os cinco dólares por mês (entre 3,5 e 4,4 euros por mês, ao cambio atual).

O serviço mais barato, contudo, só vai estar disponível para quem tiver a Echo, a coluna e assistente pessoal da Amazon. 

É uma aposta arrojada da Amazon, alega a recode. Outros serviços tentaram, sem sucesso, oferecer subscrições na fasquia dos 5 dólares. Porém, eram serviços que funcionavam como variações de rádios online, que não deixavam os utilizadores procurar ou escolher a música específica que queriam ouvir. 

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