Numa entrevista à agência Efe, Mohammad Sadiq, único membro do ministério autorizado a falar à imprensa, disse que com base no (Ministério da Educação) podia dizer que as escolas e universidades para raparigas começarão após as férias de inverno, e nas províncias onde o tempo está bom, a educação (das raparigas) começará mais cedo”.

“Estamos a trabalhar nesse sentido, para permitir o início da educação das raparigas”, adiantou Sadiq à Efe.

Sadiq disse também que as decisões tomadas no ministério que lidera baseiam-se numa interpretação estrita do Islão filtrada através da cultura conservadora afegã, onde uma obsessão está acima de todas as outras: proteger as mulheres do olhar corrupto dos homens.

Questionado pela Efe sobre os direitos das mulheres, Sadiq afirmou que “o Islão deu às mulheres educação e direitos laborais”, adiantando que o Governo de que faz parte quer “proporcionar um ambiente de trabalho seguro para as mulheres”.

“Os direitos que o Islão deu às mulheres não se encontram noutras religiões. Antes do Islão, as raparigas eram enterradas vivas, as mulheres eram obrigadas a estar com animais quando tinham o período menstrual”, defendeu, referindo que “antes do Islão, o nascimento de uma criança do sexo feminino era uma vergonha”

Sadiq afirmou que o “Islão dá direitos perfeitos às mulheres (…) não utiliza as mulheres como `marketing´, mas dá-lhes respeito e honra”.

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