A audição do general Rovisco Duarte foi hoje aprovada por unanimidade na reunião da comissão de Defesa Nacional, na sequência de um requerimento do PSD visando obter esclarecimentos sobre o furto de material de guerra, em Tancos, no concelho de Vila Nova da Barquinha, Santarém.

Os deputados aprovaram também a audição do ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, ainda sem data marcada. Os grupos parlamentares insistiram para que as audições se realizassem ainda esta semana.

A audição do chefe do Estado-Maior do Exército poderá decorrer à porta fechada, já que essa tem sido a prática da comissão de Defesa Nacional para as reuniões com chefes militares.

O Exército anunciou na quinta-feira que foi detetada na quarta-feira, ao final do dia, a violação dos perímetros de segurança dos Paióis Nacionais de Tancos e o arrombamento de dois 'paiolins', tendo desaparecido granadas de mão ofensivas e munições de calibre nove milímetros.

Na sexta-feira, o Exército acrescentou que entre o material de guerra roubado na quarta-feira dos Paióis Nacionais de Tancos estão "granadas foguete anticarro", granadas de gás lacrimogéneo e explosivos, mas não divulgou quantidades.

Na sequência do furto, o chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, demitiu cinco comandantes de unidades do ramo para não interferirem com os processos de averiguações sobre o furto de material de guerra em Tancos.

O Ministério Público anunciou hoje que foi aberto um inquérito, estando em causa suspeitas da prática dos crimes de associação criminosa, tráfico de armas internacional e terrorismo internacional.

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