À margem da IV Cimeira do Turismo, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que no "último ano e alguns meses" sempre insistiu "pelo apuramento do que se passou em Tancos, no sentido de apuramento do que aconteceu às armas, num primeiro momento, e o apuramento do que aconteceu às armas, num segundo momento".

"Sempre disse que uma investigação criminal era fundamental", reforçou o Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa disse ainda que, por isso, acompanha "com todo o interesse" a investigação criminal que agora decorre nos dois planos.

"Os portugueses querem saber o que se passou com a devolução das armas e querem saber o que se passou com o desaparecimento das armas. Espero que seja possível, correspondida, essa pretensão justa dos portugueses na investigação em curso", afirmou o Chefe de Estado.

O diretor-geral da Polícia Judiciária Militar (PJM), Luís Vieira, foi detido na terça-feira, estando entre os oito visados por mandados de detenção emitidos na Operação "Húbris", relacionada com o caso das armas furtadas em Tancos.

Para além de Luís Vieira, os mandados de detenção visaram outros três responsáveis da PJM, um civil e três elementos da GNR.

A Operação Húbris investiga o aparecimento na Chamusca em outubro de 2017 de material furtado em Tancos e, segundo o Ministério Público, em causa estão “factos suscetíveis de integrarem crimes de associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, favorecimento pessoal praticado por funcionário, abuso de poder, recetação, detenção de arma proibida e tráfico de armas”.

O furto de material militar dos paióis de Tancos - instalação entretanto desativada - foi revelado no final de junho de 2017. Entre o material furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e uma grande quantidade de munições.

Em outubro, a PJM divulgou, através de comunicado, que tinha recuperado o material de guerra furtado.


Notícia atualizada às 19:32

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