O anúncio foi feito no parlamento pelo próprio, numa declaração aos jornalistas na Assembleia da República, em Lisboa.

Telmo Correia regressa à liderança da bancada parlamentar, lugar que já ocupou por duas vezes, depois de a deputada Cecília Meireles ter manifestado vontade de deixar o cargo que ocupava desde o ano passado.

“Esta é uma escolha normal e natural da parte do grupo parlamentar. É uma escolha que vem, e é preciso deixar isso claro, de uma opção da líder parlamentar que cessou funções hoje, da deputada Cecília Meireles, por vontade própria dela, não porque não tivesse a confiança quer dos deputados, quer tanto quanto sei, e foi público, da própria direção do partido”, disse aos jornalistas.

Como “Cecília Meireles entendeu que não deveria continuar”, o parlamentar decidiu ser candidato “procurando fazer o melhor pelo CDS”.

“Ouvidos os deputados, havia um entendimento que eu seria a pessoa mais adequada para assumir esta função, e eu disponibilizei-me para esse facto obviamente por uma noção de responsabilidade, por um lado, e de solidariedade também com os meus colegas do grupo parlamentar e com as pessoas que aqui trabalham”, salientou.

Telmo Correia adiantou que espera “estar à altura do desafio, apesar de o conhecer e de não ser novo” para si, mostrando-se ciente de que “este momento e esta circunstância é provavelmente mais difícil, até pela dimensão do grupo, pelas tarefas que são colocadas, pela própria concorrência que existe hoje em dia em termos parlamentares”.

“É provavelmente mais difícil do que as outras circunstâncias em que eu fui líder parlamentar, tenho essa noção, a minha disponibilidade é de fazer o melhor que esteja ao meu alcance, de contar com todos e de tentar o melhor pelo CDS, que é, como se tem visto, um partido indispensável e fundamental na democracia portuguesa”, insistiu.

Questionado sobre a estratégia que vai adotar, o deputado salientou que “o líder parlamentar tem a estratégia que é uma estratégia consolidada da parte do grupo parlamentar” para enfrentar os “desafios muito grandes” que se avizinham.

“Há uma estratégia obviamente que tem uma lógica de continuidade do trabalho, os deputados são os mesmos e a lógica é a mesma”, observou, ressalvando, no entanto que “é evidente que essa estratégia terá de ser articulada com as decisões que o partido tomou, com as decisões que a direção do partido vier a tomar”.

Salientando que “a eleição é uma decisão do grupo parlamentar” e mostrando-se “contente” por ter sido “feita por unanimidade” dos deputados que "se conhecem há tantos anos", Telmo Correia assinalou que “obviamente ainda não houve ocasião de fazer esse diálogo e essa articulação, que terá de ser necessária em termos do que será a estratégia global do CDS que, como é evidente, é só uma”.

Sobre a relação com a direção do partido – uma vez que Telmo Correia não apoiou o novo presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, no último congresso, no final de janeiro – o novo líder da bancada recusou antecipar quezílias.

“Nós ainda não descolámos e já estamos a antecipar turbulência, não me parece que seja uma boa ideia para o percurso que queremos fazer. Cá estaremos, vamos dialogar, somos pessoas adultas, com capacidade para definir uma estratégia e de a pôr em execução, essa é a minha expectativa”, vincou.

Sobre entendimentos futuros com outras forças políticas, Telmo Correia não fechou a porta ao diálogo "no quadro parlamentar".

Falando aos jornalistas hoje de manhã, o líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, saliento que “qualquer escolha” que os deputados tomassem mereceria “um total apoio e uma confiança absoluta e inabalável” por parte da direção.

No último congresso do CDS, Cecília Meireles subiu ao púlpito para informar que o lugar de líder parlamentar estaria “sempre à disposição do partido”, mas um dia depois remeteu a discussão desse tema para depois do debate orçamental.

(Notícia atualizada às 19h38)

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