“O recinto noturno de sábado e segunda-feira vai estender-se para uma área maior, incluindo grande parte da zona de bares, porque temos notado grande concentração de foliões”, afirmou Rui Penetra, presidente do conselho de administração da empresa municipal Promotorres, que organiza o evento, no distrito de Lisboa.

De igual modo, a organização vai reforçar a videovigilância, de oito para 12 câmaras, e volta a ter barreiras antiterrorismo junto às ruas do corso.

“É um investimento que se faz para aumentar a prevenção e o sentimento de segurança”, justificou.

O evento volta a ter quatro palcos de animação noturna ao ar livre, dois dentro e dois fora do recinto, onde atuam os artistas Toy, no sábado, e Tio Jel, na segunda-feira, além de vários dj, até às 04:00, segundo o programa divulgado.

Depois, a animação continua até de manhã nos bares.

O programa arranca no dia 21 de fevereiro, de manhã com o corso escolar, em que são esperadas oito mil crianças e jovens, à tarde com o Baile Tradição e à noite com a entronização dos reis do Carnaval.

O Carnaval mantém os habituais corsos diurnos e noturnos, em que desfilam os sete carros alegóricos, conhecidos pela sátira político-social, e milhares de foliões mascarados espontâneos, muitos dos quais disfarçados de matrafonas (homens mascarados de mulheres), como é típico no concelho.

Pelo segundo ano, a organização decidiu reduzir de oito para sete os carros alegóricos e permitir a entrada de outros carros carnavalescos no corso diurno só depois de os alegóricos saírem, para facilitar a circulação, face à afluência de pessoas nas ruas.

Pela primeira vez, um dos carros alegóricos, construído com materiais reutilizados, é alusivo ao tema da sustentabilidade, sendo este um evento que quer ser ecológico e incentiva os foliões a usarem o ‘eco-copo’ e a entregarem copos de plástico usados em troca de brindes, como incentivo à redução de resíduos.

Na edição de 2019, dentro do recinto do Carnaval, foram produzidas 13 toneladas de resíduos.

No sábado, durante o corso noturno, realiza-se o tradicional concurso de mascarados, sendo esperada a participação de 40 grupos e 2.500 mascarados, estimou a organização.

Os festejos geram receitas de cerca de 10 milhões de euros na economia local, levando este ano o Ministério da Economia a associar-se ao evento.

A câmara candidatou em 2016 o seu Carnaval a Património Nacional Imaterial, o primeiro passo para vir a ser reconhecido como Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

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