Nuno Coelho, dirigente da FESAHT, disse à agência Lusa que a intenção de despedimento coletivo de 122 trabalhadores foi comunicada na semana passada, mas ainda não foi formalizada.

“É evidente que tudo faremos para travar este despedimento, para o qual não há justificação”, disse.

Segundo o sindicalista, a Eurest recorreu ao ‘lay-off’ simplificado para enfrentar os efeitos da pandemia e agora quer despedir trabalhadores, contrariando as recomendações governamentais.

Entretanto, o Sindicato da Hotelaria, Turismo e Restauração está a promover plenários para esclarecer e mobilizar os trabalhadores para a luta contra o despedimento coletivo.

“Os trabalhadores não aceitam o despedimento e por isso vão fazer um dia de greve e uma concentração junto à sede da empresa, em Almada”, afirmou Nuno Coelho.

O sindicalista chamou ainda atenção para o facto de por vezes os plenários não serem permitidos pelas empresas onde estes trabalhadores asseguram as refeições e deu como exemplo a Efacec.

“Hoje quando se apresentou à porta da Efacec, na Maia, para realizar um plenário com os trabalhadores desta cantina, um dirigente sindical foi impedido de entrar nas instalações alegadamente por instruções da Eurest e cobertura da Efacec”, disse, referindo a ilegalidade cometida por ambas as empresas.

Face à proibição de entrada do dirigente sindical, os trabalhadores da Eurest dirigiram-se à rede de vedação da fábrica e ali tiraram as suas dúvidas sobre o processo de que estão a ser vítimas e elegeram um delegado sindical para os representar no processo.

A Eurest, pertencente ao grupo inglês Compass, que opera em Portugal desde 1974 explorando cantinas, refeitórios, bares áreas de serviço, cafetarias e outros serviços conexos.

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