Os 50 anos da descida na Lua dos astronautas norte-americanos Neil Armstrong e Buzz Aldrin, com Michael Collins no módulo de comando em órbita do satélite natural da Terra podem ser revividos através das transmissões das imagens originais difundidas pela CBS, que decorrerão no canal de televisão da NASA e noutras plataformas.

Por todo o mundo, com ênfase para os Estados Unidos, exposições, instalações artísticas e jornadas de observação astronómica marcam o ano na comunidade científica.

Em Portugal, o ministro da Ciência, Manuel Heitor, assinala a data em Constância, onde a festa de astronomia Astrofesta inclui sessões de Planetário com filme da missão Apollo XI, visitas orientadas às exposições "Física do Voo- Avião T33", palestras e cursos práticos onde os visitantes aprendem a usar telescópios, a fotografar o céu e a escutar e a conhecer as galáxias distantes.

No Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, 75 crianças terão hoje um acordar diferente depois de passarem a noite no pavilhão, num ambiente que recria o dia de 1969, com tarefas que evocam o trabalho dos astronautas da missão Apollo XI.

O museu da Presidência, no Palácio de Belém, abre as portas para uma sessão especial de comemoração da chegada à Lua, com uma série de palestras, música, observação astronómica com telescópios.

Chegar ao espaço e à Lua já não é uma corrida entre os Estados Unidos e a União Soviética, e embora a Rússia mantenha um programa espacial, outros concorrentes, como a China e a Índia, têm os seus próprios planos.

A NASA pretende voltar à Lua em 2024, com a missão Artémis, a Rússia aponta 2030 como a data para se estrear na superfície lunar e a agência espacial indiana vai voltar a tentar na segunda-feira lançar uma nave não tripulada à Lua, depois de uma tentativa abortada no início do mês.

As missões lunares no futuro são entendidas como um passo numa viagem mais ambiciosa até ao planeta Marte, para o que a Lua servirá como laboratório de tecnologias e experiências sobre a estadia prolongada de seres humanos em ambientes fora da Terra.

Apesar de só este ano ter criado este ano a sua agência espacial, Portugal também está ligado à missão de há 50 anos, que levou uma bandeira norte-americana cosida à mão por uma portuguesa, Maria Isilda Ribeiro, que trabalhava na fábrica Annin, em Nova Jérsia.

Aproximavam-se as quatro da manhã do dia 21 de julho de 1969 (era ainda a noite de 20 de julho nos Estados Unidos) quando os portugueses ouviram o astronauta da agência espacial norte-americana NASA a proferir a frase que o tornou célebre: "É um pequeno passo para o Homem, um salto gigantesco para a humanidade".

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